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A EDUCAÇÃO INTEGRAL, SABERES ORIGINÁRIOS E CIENTÍFICOS.

Foto: Dr.: Nanblá Gakran WAGNER, Osni Valfredo, A educação integral, saberes originários e científicos, (p. 145 – 163), GT 15 – Educación integral, saberes discentes/docentes y participación ciudadana. Artículo completo (p. 145 – 163). Seminario Internacional Culturas y Desarrollo (3. : 2016 : Costa Rica) Territorios, culturas y buen vivir [recurso eletrônico] : desafíos desde las S471t identidades y saberes diversos : anais do III Seminario Internacional Culturas y Desarrollo ; III Encuentro de la Red de Interculturalidad ; IV Encuentro de la Red Trabajo con Pueblos Indígenas ; IV Encuentro Sociedades en Cambio / organización, José Mario Méndez Méndez, Elcio Cecchetti, Sandra dos Santos. -- Chapecó, SC : Argos, 2016. < https://arquivosbrasil.blob.core.windows.net/insulas/anexos/anais_sicdes_final-398593.pdf > Acessado em janeiro, 2017. RAKAN A EDUCAÇÃO INTEGRAL, SABERES ORIGINÁRIOS E CIENTÍFICOS. Osni Valfredo Wagner Resumo Este artigo é uma pesquisa bibliográfica e um olhar sobre a educação integral, saberes originários e científicos. Tem como objetivo analisar os conhecimentos interdisciplinares existentes dos povos originários e os saberes das racionalidades modernas. A metodologia de estudo é a dialética, uma análise e busca compreender as contradições dos saberes milenares, das experiências dos povos originários na Latino América. Contrapondo com os conhecimentos da racionalidade moderna ocidental e os conhecimentos dos povos originários. As conclusões sobre os saberes tradicionais dos povos originários que não são valorizados por falta de conhecimento e reconhecimento pela ciência moderna e a necessidade de convergirem de maneira interdisciplinar com as outras ciências modernas.  Palavras Chaves: AMBIENTAL - CIÊNCIA – INTERDISCIPLINAR – ORIGINÁRIOS. (GT 15 - Educação Integral, Saberes Discentes/Docentes e Participação Cidadã) LA EDUCACIÓN INTEGRAL, SABERES ORIGINARÍOS Y CIENTÍFICOS Resumen Este artículo es una búsqueda bibliográfica y una mira sobre la educación integral, saberes originarios y científicos, tiene como objetivo analizar los conocimientos interdisciplinares existentes de los pueblos originarios y los saberes de las racionalidades modernas. La metodología de estudio es la dialéctica una analice y busca comprender las contradicciones de los saberes milenarias, de las experiencias de los pueblos originarios en la Latino América. Contrapunto con los conocimientos da racionalidad moderna occidental e os conocimientos de los pueblos originarios. Conclusiones los saberes tradicionales de los pueblos originarios no sea valorizados por falta de conocimiento y reconocimiento pela ciencia moderna las necesidades de convergirán de manera interdisciplinar con las ciencias modernas.  Palabras Claves: AMBIENTAL - CIENCIA – INTERDISCIPLINAR - ORIGINARIOS (GT 15 - Educación Integral, Saberes Discentes/Docentes y Participación Cidadã) 1 Capacidades de uma outra educação  Convergir saberes originários a partir das necessidades, construir as capacidades de uma educação integral na formação de profissionais de dentro de cada cultura, com os povos originários e para os povos originários na valorização da ciência originária.             Pensar outro modelo de educação integral perpassa pelas capacidades dos atores sociais no sentido de contrapor com a mentalidade conservadora os conhecimentos do pensamento crítico em que valorizem os saberes dos povos originários convergindo como ciência.       A linguagem é uma tecnologia que nos faz compreender o pensar de um povo originário milenar. Estas breves palavras é uma homenagem ao irmão de coração, Nanblá Gakran Doutor em Linguística pela universidade de Brasília UNB. Um bom exemplo de estudo sobre o seu próprio povo feita por um originário Laklãnõ Xokleng. Este outro olhar  precisa ser aguçado, pois só através dele poderemos sensibilizar outros setores da sociedade, sejam eles públicos ou privados, para que as parcerias aconteçam e a rede seja construída. (...) a educação integral sustentada numa concepção mais ampla de educação, (...), representa a oportunidade de reunir instituições e agentes educativos em torno de saberes compartilhados e comprometidos com a cidadania das crianças e adolescentes. Isso inclui também relações de afeto e confiança. (GOUVEIA, 2009). Buscar parceiros em todos os setores pode ser sim uma possível e real possibilidade de fazer com que a escola e a cidade se interliguem de um modo mais eficaz e com resultados mais positivos (MORATO LEITE, 2015, p. 134). A interdisciplinaridade entre o (re) conhecimentos milenares dos povos originários (da experiência prática passada de geração em geração) e o conhecimento cientifico moderno. Neste sentido, o autor Edagar Morin analisa a necessidade da consciência para a vida a partir da realidade vital.  A Humanidade deixou de constituir uma noção apenas biológica e deve ser, ao mesmo tempo, plenamente reconhecida em sua inclusão indissociável na biosfera; a Humanidade deixou de constituir uma noção sem raízes: está enraizada em uma “Pátria”, a Terra, e a Terra é uma Pátria em perigo. A Humanidade deixou de constituir uma noção abstrata: é realidade vital, pois está, doravante, pela primeira vez, ameaçada de morte; a Humanidade deixou de constituir uma noção somente ideal, tornou-se uma comunidade de destino, e somente a consciência desta comunidade pode conduzi-la a uma comunidade de vida; a Humanidade é, daqui em diante, sobretudo, uma noção ética: é o que deve ser realizado por todos e em cada um (MORIN, 2000, p. 114). A Humanização Planetária é preconizada no sentido de observar o papel de cada indivíduo na compreensão da complexidade, unindo forças e capacidades na formação de multiplicidade e a diversidade.  No começo dos tempos históricos, cada grupo humano construía seu espaço de vida com as técnicas que inventava para tirar do seu pedaço de Natureza os elementos indispensáveis à sua própria sobrevivência. Organizando a produção, organizava a vida social e organizava o espaço, na medida de suas próprias forças, necessidades e desejos.  (...) comércio entre coletividades introduziam nexos novos e também novos desejos e necessidades e a organização da sociedade e do espaço tinha de se fazer segundo parâmetros estranhos às necessidades íntimas ao grupo. (...) cada lugar, porém, é ponto de encontro de lógicas que trabalham em diferentes escalas, reveladoras de níveis diversos, às vezes contrastantes, na busca da eficácia e do lucro, no uso das tecnologias e do capital e do trabalho (SANTOS, 1992, p. 97). Pensar novos caminhos em cada espaço que se vive surge como contribuição dos povos originários ao planeta no sentido dos pensamentos críticos teóricos latino-americanos. Abrem esses caminhos novos do desvendando e desnaturalizando a realidade originária. (...) A filosofia da libertação de Enrique Dussel”, se propõe apresentar o apensamento do filósofo argentino-mexicano Enrique Dussel, (...) Para a autora, a insistência de Dussel em um discurso legitimamente latinoamericano faz dele um autor fundamental para entender os problemas e as soluções (...) A práxis da filosofia da libertação de Dussel implicaria uma atitude epistemológica engajada e comprometida com a exclusão de grupos sociais vitimizados pelas contingências políticas, ante a qual se deveria atuar politicamente com responsabilidade com todas as vítimas, (...) “Paulo Freire no pensamento decolonial: um olhar pedagógico sobre a teoria pós-colonial latino-americana”, retoma alguns pontos de convergência entre a obra de Paulo Freire Pedagogia do Oprimido (1968) e a perspectiva pós-colonial latinoamericana (ou decolonial) com vistas a assinalar para o caráter pedagógico que esta tem no campo das ciências sociais. (...) na obra de Freire e nos trabalhos de Franz Fanon, Aimé Cesáire, Enrique Dussel, Aníbal Quijano e Walter Mignolo, (...) (NOVION, 2014, p. 12 e 13). As Ciências Sociais abrem esses caminhos para a Libertação dos Povos Originária a partir da organização das demandas dos próprios povos oprimidos e as contribuições das Ciências Sociais no campo do ensino, partindo de temas geradores em um protagonismo do oprimido.  Puesto que la ciencia ha dado lugar esencialmente al proceso, se desentiende de las consecuencias e incluso adopta decisiones que lo transforman todo, del mundo moderno; se trata —en consecuencia— de hacer accesible públicamente esa base de decisión y de seguir las normas de los principios de la modernidad para tales casos, es decir, se trata de la democratización. Los medios experimentados en el sistema político han de ampliarse más allá de las condiciones previas. Existen diversas variantes concebibles y discutibles. El arco de propuestas abarca desde controles parlamentarios sobre los cambios tecnológicos de la industria, pasando por «parlamentos sobre la modernización» propios que examinen y ponderen los planes desde los puntos de vista interdisciplinarios de distintos expertos, hasta la intervención de grupos de ciudadanos en la planificación tecnológica y en el proceso de toma de decisiones en política de investigación (BECK, 2002, p. 283). A Ciência tem valorizado uma racionalidade moderna no caso das Ciências Sociais, há uma aproximação e aceitação maior dos conhecimentos originários, principalmente por parte da Antropologia que estuda a Cultura dos Povos Originários, o modo de vida e o bem viver etc.   (...) A cultura do Bem Viver em sua relação com o ambiente é mais sustentável na comparação com o mercado ocidental que é predatório e imediatismo. O Bem Viver sugere-se como possível exemplo de relação com o ambiente com mais sustentabilidade gerando uma presença constante de grupos que vislumbram a modificação e intervenção das práticas coletivas e saudáveis nas relações no Estado e com o mesmo (WAGNER, 2014, p. 1938 e 1939). Esta compreensão da realidade vivida, análise sobre o funcionamento que por muito tempo serviu para colonizar, agora temos a possibilidade da descolonização e a construção constitucional, fortalece-se os modos de vida dos povos originários. A identidade coletiva do UBUNTU, a importância de nós em um somos porque você é e eu sou, depende da coletividade estar bem para que o eu esteja bem, UBUNTU “eu sou porque nós somos”:  O fortalecimento da identidade da coletividade como ideia de lugar dos povos originários possibilitando novos olhares sobre si mesmos. Para analisar outras experiências de Bunker Roy com a Universidade dos Pés Descalços na Índia temos a valorização dos conhecimentos dos pobres. As Capacidades de uma outra educação integral no sentido de abarcar toda a diversidade latino-americana, africana, asiática. As experiências das racionalidades milenares dos povos originários têm experiência de equilíbrio ambiental que servem para serem substituídos pelos sistemas predatórios das sociedades modernas. Equilíbrio Ambiental                   Na realidade do modo de vida dos povos originários temos relações diretas com os recursos naturais. Essa relação ecológica em um sentido de equilíbrio ambiental e a ideia de economia surge historicamente oikos = casa: El término Ecossocioeconomia surge de los trabajos de economista ecológica Karl William Kapp (1963). El primer prefijo “eco” (Oikos = casa) se refi ere a la ecología y refuerza lo que el segundo prefjo “eco” ya debería hacerlo, sin embargo, esto fue un cliché a lo largo de la historia, mientras su significado sería lo que Aristóteles ya habría denunciado como crematística. La ecosocioeconomia está imbricada en la reflexión de eco desarrollo. La etmologia  de la palabra economía se remonta a la palabra Griega οικονομία “Quien administra un hogar”, derivado de οἶκος, “casa”, (oikos) u hogar o (nomos) que sería lo mismo que gestionar y administrar, entonces tenemos que ahorro equivale a la administración de la casa (ARAGÂO et WAGNER, 2015, p. 332).     Essa ideia de economia que remete o nosso planeta como sendo nossa casa, nos faz pensar nos povos Incas, Maias e Astecas. Conceitos originários como o de o conceito de mãe terra na língua nativa aparece como Pachamama. El paso al derecho en el constitucionalismo andino: la Pachamama y el sumak kawsay En el preámbulo de la Constitución Política del Estado boliviano, sometida al voto popular en 2009, se dice: “Cumpliendo con el mandato de nuestros pueblos, con la fortaleza de nuestra Pachamama y gracias a Dios, refundamos Bolivia”. El artículo 33º prescribe: “Las personas tienen derecho a un medio ambiente saludable, protegido y equilibrado. El ejercicio de este derecho debe permitir a los individuos y colectividades de las presentes y futuras generaciones, además de otros seres vivos, desarrollarse de manera normal y permanente”. El artículo 34º complementa el anterior disponiendo: “Cualquier persona, a título individual o en representación de una colectividad, está facultada para ejercer las acciones legales en defensa del medio ambiente, sin perjuicio de la obligación de las instituciones públicas de actuar de oficio frente a los atentados contra el medio ambiente”. Si bien este texto enuncia la cuestión ambiental como un derecho de carácter social y económico, encabezando el capítulo referido a tales derechos, y con ello parece inclinarse por la tendencia prevalente de considerarlo un derecho de los humanos, en su texto no deja de referirse a otros seres vivos, lo que importa reconocerles derechos (ZAFFARONI, 2010, p. 119).  As regulamentações dos Estados Nacionais necessitam respeitar as regras instituídas a partir, do e com os povos originários. Convergir com o novo constitucionalismo que dê autonomia aos povos originários é um desafio em especial no caso brasileiro. Na cultura indígena, a maioria das sanções aplicadas nestas situações não são  caracterizadas por privação da liberdade. Os índios entendem que o cárcere retira uma força de trabalho da comunidade, de modo que são aplicadas outras medidas sancionatórias. No caso, lideranças das comunidades Anauá, Manoá e Wai Wai impuseram ao índio, dentre outras, a sanção de remoção, ou seja, a saída da comunidade Manoá por cinco anos, período no qual ele deverá prestar trabalho comunitário e cumprir o regimento interno do povo Wai Wai. O índio também não poderá comercializar nenhum produto sem permissão da tribo onde estará instalado. Deverá, ainda, aprender a cultura e a língua dos Wai Wai. Em deliberação anterior do conselho da comunidade indígena do Manoá, outras ações já haviam sido impostas, como a construção de uma casa para a esposa da vítima e a proibição de se ausentar da região sem permissão da tribo. Todas as medidas foram aplicadas tendo como base a autoridade, o uso e os costumes indígenas (BRAGA, 2016).     Esses costumes dos povos nativos possibilitam neste sentido uma educação integral que proporcione o equilíbrio ambiental como possibilidade de construção da autonomia sendo exercida pelos povos originários. Os pesquisadores e projetos apoiados pelas universidades têm sua importância e validade. Uma ideia sobre Ciência Originária  A emergência de uma ciência a partir dos modos de vida originários, do bem viver. Essas experiências milenares dos povos originários têm tipos de métodos locais próprios em cada cultura, existem diversidades culturais adequados a cada ambiente natural. Compreender o método local a partir do modo de vida e das condições ambientais possibilitam diferentes relações com o espaço natural. O domínio do espaço como fundamento do método originário no sentido da garantia do equilíbrio ambiental. De maneira holística os métodos incorporam as culturas dos povos originários, nos hábitos cotidianos, em atitudes nas relações mútuas em cada comunidade e em suas ações individuais e coletivas. Esse funcionamento da cultura que origina desses hábitos atitudes e ação possibilitam compreender de maneira integral essas sociedades simples. A validação dos saberes dos povos originários como conhecimentos científicos de uma Ciência do Bem Viver, fortalecendo os modos de vida locais em cada cultura podem desencadear capacidades a partir da autonomia dos próprios povos tradicionais em suas diversidades culturais. A perspectiva de equilíbrio ambiental que os povos originários têm são por si algo de grande valia, ou seja, temos tipos de modos de vida que conhecemos como “Bem Viver”. O desafio dos próprios povos originários parece-me que é um pensar, uma ciência do bem viver ou ciência originária que estude e pesquise as demandas dos povos originários. Podemos pensar mais que a valorização dos saberes tradicionais como conhecimentos dos povos originários pelas Ciências Sociais e nas academias das universidades. O fortalecimento dos Saberes dos Povos Originários pode dar um outro passo ainda maior no sentido de compreender as realidades dos povos originários, mas agora pelos próprios povos originários com uma autonomia cientifica. Essa compreensão do modo de vida o “Bem Viver”, enquanto uma Ciência Originária, pelo simples fato que o modo dia vida permite o equilíbrio ambiental e esse método de relação do homem com a natureza é uma garantia da vida e pode ser a de todo o planeta se for em proporções globais a consciência humana. A cultura dos povos originários produz e reproduz de maneira criativa de geração para geração os modos de vida do bem viver. Uma convivência e/ou vivência comunitária, mútua de cooperação, solidariedade que mistura o mito e a realidade na compreensão da importância da ecologia como maneira de manter o equilíbrio e a vida. O “Bem Viver” é uma visão mística dos povos originários que está enraizada nas culturas autóctones. O sentido de coletividade, mutualismo comunitário preconizam a solidariedade, cooperação e trocas em um modo de vida simples de relação de equilíbrio ecológico com a natureza. A educação integral como política pública de Estado, analisa o Estado em um todo que abarca as demandas ambientais, culturais, sociais, econômicas e políticas originárias. Diversidades originárias              As transformações históricas que fazem surgir novas possibilidades de um protagonismo políticos dos povos originários, fortalecendo avanços às necessidades e interesses originários. De modo geral, a mobilização indígena é resultado de experiências políticas de organização e enfrentamento de décadas, e de uma série de articulações com outros setores da sociedade. Foi o caso dos movimentos de base junto à igreja no Peru, por exemplo; da aliança social com os sindicatos operários na Bolívia, ou do trabalho conjunto com as organizações não-governamentais no Brasil e na Colômbia. Na Guatemala, por sua vez, uma parte dos indígenas maias atuou articuladamente com movimentos armados de resistência civil e intelectuais de esquerda à ditadura militar. Como resultado, tem-se uma ampliação das bandeiras indígenas, incorporando demandas políticas de outros atores sociais do país, que favoreceram a consolidação da cidadania étnica. Paralelamente, outros setores da sociedade incorporam, dos indígenas, princípios de identidade e defesa que favorecem a reconstrução da noção abstrata de nação (URQUIDI, 2008, p. 207 apud ANDERSON, 1997).  A realidade da educação nas últimas décadas vem mudando, mas nem sempre foi assim. Mas vem mudando as políticas indigenistas que estão cada vez mais fortes na América Latina. Eliane Potiguara é professora e escritora indígena brasileira, de origem potiguara. Trabalha com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena, como o Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e a da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de fazer parte da Rede Grumin de Mulheres Indígenas.  A doçura da infância na reserva convivendo com o carinho da tribo contrasta com o tratamento desumano recebido na escola. E esta era a realidade de milhares de crianças indígenas na época de Zitkla-Ša, proibidas de usar as roupas e adereços das tribos, sua linguagem e qualquer elemento de suas tradições sob pena de surras e todo tipo de violência. Potiguara mistura uma escrita informativa, ensaística e poética: “Em 18 de abril de 1997, o líder indígena Marçal Tupã-y, assassinado em 25 de novembro de 1983, esteve nas terras do Sul do Brasil e disse: „Eu não fico quieto não...⁄ Eu reclamo...⁄Eu falo... ⁄ Eu denuncio (FELDMAN, 2010, p. 4 apud POTIGUARA, 2004, p. 47).            As experiências negativas dos povos originários com a escola num sistema educacional formalista, tradicionalista e conservadora, de uma burocracia do aprender, muitas vezes se não na maioria e/ou todas as escolas são sofríveis e forçam uma reprodução de modelos de educação eurocêntrica. A força das palavras e a verdade nelas contida soam como eco na consciência do leitor: remetem-nos ao questionamento sobre a questão da cultura brasileira. Considerando que a cultura de um povo envolve os sistemas de compreensão e interpretação que possibilitam os contatos entre os membros e destes com o mundo, fica muito evidente a importância da escrita indígena. Num contexto em que a escrita possui valor documental e de expressão da verdade, é importante transpor as histórias vivas na oralidade há séculos para o plano escrito, como forma de sair da invisibilidade e ocupar espaço no cenário cultural brasileiro, ainda excludente em relação a manifestações de minorias. O contato entre culturas traz em seu bojo, via  de regra, o confronto. Esse choque tende a destruir os menos “armados”; na nossa sociedade esse papel coube aos índios, cujas marcas do processo são indeléveis, apesar do tempo transcorrido (GEHLER, 2011, p. 85).              As minorias necessitam ser protagonistas de suas histórias, o que sempre foi silenciado, sonegado como história. A poesia é uma maneira de resgatar a cultura dos povos originários em fortalecer a identidade. (…) También con mi abuelo compartimos muchas noches a la intemperie Largos silencios, largos relatos que nos hablaban el origen de la gente nuestra del Primer Espiritu mapuche arrojado desde el Azul (…)” (CHUHUAILAF, 2009, p. 33 a 35).             Fortalecer a cultura originária é um caminho sem volta, cada vez mais temos pessoas que são oportunizadas ao acesso à universidade. As autoras Olzeni Costa Ribeiro e Moraes, Maria Cândida focam na capacidade a partir da dialógica: Os caminhos da criatividade que levam à aprendizagem, por sua vez, passam pela abertura da mente a outras possibilidades de usar o pensamento.  Condicionada a isso, está  a capacidade de reconhecer que para se admitir tal possibilidade será necessário: superar o paradigma da simplificação como primeira exigência; correr o risco de lançar-se na incerteza, na improbabilidade, admitindo que se esteja no campo da ciência, como segunda exigência; abrir-se à possibilidade de ampliar o campo de visão para enxergar na dimensão sistêmica a beleza dialógica dos paradoxos que ao mesmo tempo se complementam e se religam. (...) esse movimento de acoplamento de sentidos e de congruência entre o que consideramos que sejam as três dimensões envolvidas na compreensão da criatividade: a própria criatividade como abertura de caminhos que decorre de sua versatilidade e divergência de pensamento; o encontro com a complexidade, que, por meio de sua dinâmica espiralada, provoca o movimento dialógico de abertura das múltiplas possibilidades; e o olhar transdisciplinar, que nessa relação trinitária age como a lanterna na trilha que nos leva a olhar para onde os outros olharam e ver o que não viram (RIBEIRO, 2014, p. 86 apud Torre, 2006).            Todas as pessoas têm direito de serem valorizadas e aceitadas pela cultura que se aprende a partir da construção social de novos caminhos que chamamos de criatividade. Ailton Krenak, sobre os Ianomamis sugere três perguntas mais inteligentes que a humanidade deveria se fazer, sempre: “Quantos são os brancos pelo mundo, como fazem para alimentar tanta gente e, onde os brancos põe seu lixo? ” (BRANCO, 2016).     O fortalecimento da Ciência Originária depende muito da formação, cada vez mais nativos das populações autóctones com conhecimentos dos próprios originários, com os próprios povos originários, para os próprios povos originários. Conclusões:              A educação integral é uma meta ainda a ser atingida em muitos casos, uma ciência originária enquanto ciência reconhecida tem outras possibilidades. Os saberes tradicionais dos povos originários não são valorizados por falta de conhecimento e reconhecimento pela ciência moderna. Há as necessidades de convergirem a ciência dos povos originários de maneira interdisciplinar com as ciências ocidental. La enseñanza del Derecho Ambiental necesita ser pensada desde una perspectiva comprehensiva que asegure si aplicación en todas las áreas de la actividad jurídica, tanto pública como privada. Los estudiantes de Derecho Ambiental deben aprender no sólo las normas vigentes sino también comprender las causas y consecuencias de los problemas ambientales de modo de poder evaluar y analizar las diferentes alternativas para evitar el daño. Los abogados dedicados al Derecho Ambiental deben ser solucionadores de problemas, necesitan anticiparse al litigio, necesitan prevenir y trabajar en planificación estratégica previa (NONNA, 2016, p. 5).           A Nação WAMPIS e sua livre determinação Art. 1. Denominação e identidade.- Nossa nação, autodenominada Wampis, somos uma das nações amazônicas originárias do Peru. Seus membros são descendentes da nação Wampis, cuja história se remonta há muitos séculos antes da colônia, sendo descendentes das populações originários das terras donde vivemos ancestralmente, nosso Iña Nunke. PREÁMBULO Los representantes de las comunidades de la nación Wampis, reunidos en Asamblea Estatutaria para definir el gobierno autónomo de su territorio de conformidad con los derechos reconocidos por la Declaración de Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas del año 2007, Saludando el reconocimiento por la Asamblea General de Naciones Unidas del derecho de los pueblos y naciones indígenas a la libre determinación, a cuyo amparo determinan libremente su condición política, en igualdad de condiciones con los demás pueblos y naciones del mundo. Teniendo presente que los actuales Wampis somos los descendientes del milenario pueblo Wampis que siempre existió en estas mismas tierras bañadas por los Ríos Kanus (Santiago) y Kankaim (Morona) desde antes de la colonia y antes de la existencia del Estado peruano; que mantenemos el idioma, la cultura y el territorio que nos legaron nuestros antepasados y que con nuestras vidas y todo nuestro esfuerzo hemos defendido y defenderemos con el apoyo de todos los Wampis de cada generación viviente, Conociendo que la libre determinación comprende, entre otros, el derecho a la autonomía y al autogobierno de nuestra nación , de acuerdo a nuestra propia cosmovisión, Considerando que la nación Wampis debe determinar por sí mismo su destino y definir su propio desarrollo cultural, social, económico y político debiendo el Estado peruano cumplir su papel de apoyar dicha determinación eliminando los obstáculos que se le opongan y tomando todas las medidas necesarias para ello, incluso medidas legislativas si es que fuera necesario, Reforzados por la memoria de Wajuyat, Kuja, Juwau, Piruch, Shimpu, Tsamarain y tantos otros que lucharon por defender nuestro territorio contra los invasores españoles y los buscadores de minerales de nuestras tierras en los siglos pasados, (…) (NACIÓN WAMPIS, 2007).     Um marco legal de políticas de Estado Ambiental me parece que no caso do Equador e possivelmente a Bolívia, temos muito mais um Estado Originário no sentido de valorização da cultura dos povos tradicionais.  (...) O que fazer? Introduzir tecnologia às tribos contatadas, não às tribos não contatadas, de um modo culturalmente sensato. Esse é o casamento perfeito da antiga sabedoria xamânica e a tecnologia do século 21. Já fizemos isso com mais de 30 tribos, proteção mapeada, gerenciada e crescente de mais de 70 milhões de acres de floresta tropical ancestral. Isso permite que os índios tenham controle de seu meio ambiente e destino cultural. Eles também montaram guaritas para afastar os forasteiros. Esses índios treinados como guardas florestais, patrulham as fronteiras e mantêm o mundo exterior afastado. Essa é uma foto de contato real. Esses são índios Chitonahuas na fronteira Brasil-Peru. Eles saíram da selva pedindo socorro. Levaram tiros, suas malocas foram queimadas. Alguns foram massacrados. O uso de armas automáticas para chacinar povos não contatados é o abuso de direito humano  mais desprezível e asqueroso em nosso planeta atualmente, e tem que acabar. Vou concluir dizendo que esse trabalho pode ser espiritualmente compensador, mas é difícil e pode ser perigoso. Dois colegas meus morreram recentemente em um acidente aéreo. Eles estavam a serviço da floresta protegendo tribos não contatadas. Então, a questão é, e concluindo, como será o futuro. Esse é o povo Uray no Brasil. O que os aguarda no futuro, e o que nos aguarda no futuro? Vamos pensar diferente. Vamos fazer um mundo melhor. Se houver mudança climática, que ela seja para melhor e não para pior. Vamos viver em um planeta cheio de vegetação exuberante, em que povos isolados possam permanecer em isolamento, possam manter esse mistério e conhecimento, se assim escolherem. Vamos viver em um mundo onde os xamãs vivam nessas florestas e curem a si mesmos e a nós com suas plantas místicas e seus sapos sagrados (MATOS, 2014).         Muitas vezes por não (re) conhecer a cultura dos povos originários, mesmo que sejam de nosso país, dirá quando é longe de nosso espaço, a Educação Integral, Saberes Originários e Científicos - é preciso ter uma ciência originária, ou existe uma ciência originária que não valorizamos. Parece que tratamos a ciência originária com o mesmo etnocentrismo da cultura, religião etc. Colocando as ciências ocidentais de modo simétrico com as indígenas/originárias, uma intercientificidade. Referências Bibliográficas ARAGÃO, Paulo; Tayah, José Marco; Romano, Letícia Danielle Reflexiones sobre Derecho Latinoamericano: Estudios en Homenaje a la Profesora Silvia Nonna / Paulo Aragão; José Marco Tayah; Letícia Danielle Romano. – Fortaleza – Buenos Aires: Expressão Gráfica e Editora, 2015. 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