Síntese de Rubens Vinícius:
“O saber sociológico atualmente não é simplesmente um aspecto da cultura universitária; tornou-se elemento de poder, daí a proliferação de Centros de Documentação, Bancos de Dados, Institutos de Planejamento: a escolha das pesquisas depende dos financiamentos possíveis; por outro lado, a “moda” acadêmica impõe sua tirania. Uma pesquisa é determinada não porque se é obrigado a ter esta ou aquela orientação teórica para receber financiamento, mas recebe financiamento por ter esta ou aquela orientação teórica; trata-se de uma determinação que opera com alto nível de sutileza. O sociólogo acadêmico produz como um operário de linha de produção; não discute os fins, o resultado é a alienação. Por outro lado, utiliza nos seus estudos os fundamentos que garantem a estabilidade dos sistemas, como o são todos os estudos sobre aculturação, mobilidade social, modernização e monografias sobe comunidades influenciadas por modelos funcionalistas. A era da sociologia “inocente” terminou, surge a era da sociologia militante a serviço dos profetas armados. O sociólogo que participa dos programas de contra-revolução na Ásia ou América Latina é o complemento ideal do médico nazista que experimentava sobre cobaias humanas. De igual forma agem aqueles sociólogos da indústria que aceitam a ideologia do “gerencialismo”, uma ideologia patronal para manipular os dominados.”
Maurício Tragtenberg, O Saber e o Poder [1978]. In: Sobre Educação, Política e Sindicalismo. Páginas 19-20.
Fonte
https://www.facebook.com/100002746460179/posts/5051732898261542/?flite=scwspnss
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...

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