“Quando eu era criança, tinha clareza de que a vida não valia ser vivida se não conhecêssemos o amor. Quem me dera pudesse dizer que atingi essa consciência por causa do amor que sentia. Foi sua falta, no entanto, que me fez saber quanto ele é importante. […] Despertei do meu estado de transe e fiquei atordoada ao descobrir que o mundo em que eu vivia, o mundo do presente, já não era um mundo aberto ao amor. E percebi que tudo o que eu ouvia ao meu redor evidenciava que o desamor tinha se tornado a ordem do dia. Sinto nosso país se afastando do amor com a mesma intensidade que senti o abandono do amor na infância. Com esse afastamento, nos arriscamos a penetrar em um quadro de selvageria de espírito tão intensa que talvez jamais encontremos o caminho de volta.” – bell hooks, na introdução de Tudo sobre o amor.
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https://alexandrismos.com/bell-hooks-a-trajetoria-da-escritora-e-ativista-que-morreu-aos-69-anos/
Acessar o livro:
Tudo sobre o amor. bell hooks
https://teuapp.com/d/visualizar.php?p=29560
HOOKS, Bell, 1952- Tudo sobre o amor: novas perspectivas / bell hooks; tradução Stephanie, Borges. São Paulo: Elefante, 2021. < https://teuapp.com/d/visualizar.php?p=29560 > Acessado em 2022.
Uma Interpretação da escritora estadunidense Bell Hooks sobre o Amor, em uma leitura do livro Tudo sobre o Amor de Bell Hooks, no capítulo dois Justiça: lições de Amor na infância.
Para amar verdadeiramente, devemos aprender a misturar vários ingredientes — carinho, afeição, reconhecimento, respeito, compromisso e confiança, assim como honestidade e comunicação aberta. (...) Quando entendemos o amor como a vontade de nutrir o nosso crescimento espiritual e o de outra pessoa, fica claro que não podemos dizer que amamos se somos nocivos ou abusivos. Amor e abuso não podem coexistir. Abuso e negligência são, por definição, opostos a cuidado. (HOOKS, 2021, p. 42).
É importante escrever os ingredientes do amor para de fato nutrirmos nosso crescimento espiritual e rompermos com qualquer tipo de consumismos para preencher o nosso coração.
“à vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual ou o de outra pessoa”. (...) A verdade é que, em nossa cultura, muitas pessoas não sabem o que é o amor. E esse desconhecimento parece um segredo horrível, uma ausência que precisamos esconder. (HOOKS, 2021, p. 45 - 46).
A busca do crescimento espiritual vai ao encontro de descobrirmos o que é o amor.
Algumas pessoas têm dificuldade com a definição de amor de Peck porque ele usa a palavra “espiritual”. Ele se refere àquela dimensão de nossa realidade mais íntima em que a mente, o corpo e o espírito são um só. O indivíduo não precisa ser praticante de uma religião para abraçar a ideia de que existe um princípio que anima o self — uma força vital (alguns de nós a chamamos de alma) que, quando alimentada, aumenta nossa capacidade de sermos inteiramente autorrealizados e aptos a nos relacionarmos em comunhão com o mundo ao nosso redor. (HOOKS, 2021, p. 48).
O equilíbrio mente, corpo e espírito para superar a falta de cuidados e amor das pessoas.
Em nossa cultura, muitos homens nunca se recuperam da crueldade sofrida na infância. Estudos demonstram que, na ausência de cuidados, homens e mulheres violentamente humilhados e abusados são constantemente propensos a ser disfuncionais e predispostos a abusar dos outros violentamente. (HOOKS, 2021, p. 56).
O amor transformador como terapia para romper com predisposições a abusos dos outros violentamente. Ensinar sobre o amor é um caminho transformador importante.
Enquanto não começarmos a ver a criação amorosa em todos os tipos de família em nossa cultura, muitas pessoas continuarão acreditando que só se pode ensinar disciplina com punição, e que a punição severa é uma forma aceitável de se relacionar com as crianças. Como são capazes de oferecer afeição instintivamente ou reagem ao cuidado carinhoso retribuindo-o, geralmente se pressupõe que as crianças sabem como amar e, portanto, não precisam aprender essa arte. Embora o desejo de amar esteja presente em todas as crianças pequenas, ainda assim, elas precisam de orientação quanto às formas de amar. (HOOKS, 2021, p. 61).
No capítulo três Bell Hooks honestidade: seja verdadeira com o amor
Para compreender por que as mentiras masculinas são mais aceitas em nossa vida, precisamos compreender a forma como o poder e o privilégio são concedidos aos homens simplesmente por serem homens, dentro de uma cultura patriarcal. O próprio conceito de “ser homem”, ser “homem de verdade”, deixa sempre subentendido que, quando necessário, homens podem cometer ações que quebrem as regras, que estejam acima da lei. (HOOKS, 2021, p. 67).
Dissimulação como forma de dominação e autoafirmação da masculinidade um aprendizado desconectado com a dor.
O distanciamento dos sentimentos torna mais fácil para os homens mentir porque eles geralmente estão em um estado de transe, utilizando as estratégias de sobrevivência voltadas para a afirmação da masculinidade que aprenderam quando crianças. Essa inabilidade para se conectar com os outros carrega consigo uma inabilidade para assumir responsabilidade por causar dor. A negação é mais evidente em casos nos quais os homens tentam justificar a extrema violência contra quem tem menos poder, em geral mulheres, sugerindo que são eles as verdadeiras vítimas. (HOOKS, 2021, p. 68).
Vitimizando-se como forma de justificar a extrema violência, dissimulação e patriarcado. Mentir, como uma forma de encenação, é um dos modos como articulam a raiva constante diante da promessa não cumprida de amor. Ao abraçarem o patriarcado, precisam abandonar ativamente o desejo de amar.
Uma suposição bem aceita em uma cultura patriarcal é de que o amor pode estar presente em uma situação na qual um grupo ou indivíduo domina outro. Muitas pessoas acreditam que homens podem dominar mulheres e crianças, e ainda assim serem amorosos. O psicanalista Carl Jung enfatizou com perspicácia o truísmo segundo o qual “onde o desejo de poder é primordial, o amor estará ausente”. Fale com qualquer grupo de mulheres a respeito de seus relacionamentos com homens, independentemente de raça ou classe, e você ouvirá histórias sobre desejo de poder, sobre o modo como homens se valem da mentira, o que inclui omitir informações, como forma de controlar e subordinar. (HOOKS, 2021, p. 69).
Agora que mais mulheres têm alcançado o poder (embora não em quantidade equivalente aos homens) e se tornado mais independentes economicamente, homens que querem manter seu domínio precisam empregar estratégias mais sutis para colonizar as mulheres e minar seu poder.
Quando homens e mulheres são leais consigo mesmos e uns com os outros, quando amamos a justiça, compreendemos totalmente a miríade de formas pelas quais mentir reduz e desgasta a possibilidade de conexões significativas e carinhosas, o que levanta uma barreira ao amor. Uma vez que, em nossa cultura, os valores e os comportamentos dos homens geralmente são padrões pelo quais todos determinam o que é aceitável, é importante compreender que tolerar a mentira é um componente essencial do pensamento patriarcal para todo mundo. De forma alguma os homens são o único grupo que usa mentiras como forma de ganhar poder sobre os outros. (HOOKS, 2021, p. 71).
Romper com o modelo patriarcal e transformar em amor um desafio do diálogo aberto sem as marcaras da mentira.
Quando o feminismo começou, as mulheres falavam abertamente sobre nossa vontade de conhecer melhor os homens, de amá-los pelo que eles realmente são. Falávamos de nosso desejo de sermos amadas pelo que realmente somos (isto é, sermos aceitas como os seres físicos e espirituais que somos, em vez que precisamos nos transformar em seres de fantasia para nos tornarmos objeto do desejo masculino). (HOOKS, 2021, p. 76).
No capítulo quatro Bell Hooks analisa sobre o Compromisso: que o amor seja o amor-próprio.
Viver conscientemente significa pensar criticamente sobre nós mesmos e o mundo em que vivemos. Ousar fazer perguntas básicas a nós mesmos: quem, o quê, quando, onde e por quê. Responder a essas questões geralmente nos fornece um grau de consciência que nos ilumina. Branden afirma: “Viver conscientemente significa buscar estar consciente de tudo o que sustenta nossas ações, propósitos, valores e objetivos — para melhorar nossa habilidade, seja ela qual for — e nos comportarmos de acordo com o que vemos e sabemos”. Para viver conscientemente, temos que nos engajar em uma reflexão crítica a respeito do mundo em que vivemos e conhecê-lo mais intimamente. (...) “Estou rompendo com antigos padrões e seguindo adiante com a minha vida”. (...) As frases motivacionais me ajudaram a restaurar meu equilíbrio emocional. (HOOKS, 2021, p. 81).
Motivar-se
Para fazer essas mudanças, ela precisou usar outro aspecto vital da autoestima, a “autoafirmação”, definida por Branden como “a disposição de se posicionar em favor de si mesmo, de ser quem sou abertamente, de me tratar com respeito em todos os encontros humanos”. Uma vez que muitos de nós fomos constrangidos na infância, fosse em nossas famílias de origem ou nos ambientes escolares, o curso de ação que comumente escolhemos para evitar conflitos era o padrão aprendido de seguir o fluxo e não fazer alarde. Quando éramos crianças, os conflitos via de regra compunham o contexto para desprezo e humilhações, ou seja, os espaços em que éramos constrangidos. (HOOKS, 2021, p. 83).
Constrangimentos conflitantes humilhantes afetam nossa autoestima, viver com um propósito e uma ética amorosa construímos um ambiente amoroso.
Hoje em dia, como o conceito budista de “modo de vida correto” é compreendido mais amplamente, mais pessoas abraçam a crença de que o trabalho que melhora o nosso bem-estar espiritual fortalece a nossa capacidade de amar. E quando trabalhamos com amor, criamos um ambiente de trabalho amoroso. Toda vez que entro num escritório, consigo sentir imediatamente, pela atmosfera e pelo humor geral, se os trabalhadores gostam ou não do que fazem. Em Siga sua vocação que o dinheiro vem, Marsha Sinetar escreve sobre esse conceito como forma de encorajar os leitores a correrem o risco de escolher um trabalho com o qual se importem, aprendendo com a experiência o significado de um modo de vida correto. Embora existam muitos insights significativos no livro de Sinetar, também é verdade que podemos seguir nossas vocações e nem sempre o dinheiro virá. Apesar de ser totalmente decepcionante, isso pode também nos dar a consciência prática de que fazer o que se ama é mais importante do que ganhar muito dinheiro. Por vezes, como tem sido na minha vida, tive que trabalhar em empregos que não traziam satisfação para ter condições de fazer o trabalho que amo. (HOOKS, 2021, p. 87).
O externo e interno implicam em nosso amor-próprio, amar a si como maneira de se reconhecer a possibilidade de amar.
Amor-próprio é a base de nossa prática amorosa. Sem ele, nossos outros esforços amorosos falham. Ao dar amor a nós mesmos, concedemos ao nosso ser interior a oportunidade de ter o amor incondicional que talvez tenhamos sempre desejado receber de outra pessoa. Quando interagimos com os outros, o amor que damos e recebemos sempre é necessariamente condicional. Embora não seja impossível, é muito difícil e raro que sejamos capazes de estender o amor incondicional aos outros, em grande parte porque não temos como exercer controle sobre o comportamento deles e não podemos prever ou controlar totalmente nossas reações a suas ações. (HOOKS, 2021, p. 90).
No capítulo cinco Bell Hooks analisa sobre a espiritualidade: o amor divino
Uma cultura que está morta para o amor só pode ser ressuscitada pelo despertar espiritual. Na superfície, parece que nosso país foi tão longe no caminho do individualismo secular, adorando os deuses gêmeos do dinheiro e do poder, que parece não haver espaço para a vida espiritual. No entanto, a imensa maioria dos estadunidenses, que expressa sua fé no cristianismo, no judaísmo, no islamismo, no budismo ou em outra tradição religiosa, claramente acredita que a vida espiritual é importante. A crise na vida estadunidense não parece ser causada por falta de interesse na espiritualidade. Contudo, esse interesse é constantemente cooptado pelas forças poderosas do materialismo e do consumismo hedonista. (HOOKS, 2021, p. 93).
A vida espiritual tem a ver, em primeiro lugar, com o compromisso com uma forma de pensar e agir que honre os princípios de interconexão e simbiose. Quando falo do espiritual, me refiro ao reconhecimento dentro de cada um de que existe um lugar de mistério na nossa vida onde forças que estão além do desejo ou da vontade humana alteram as circunstâncias e/ou nos guiam e nos direcionam. Chamo essas forças de “espírito divino”. Quando escolhemos levar uma vida preenchida pela espiritualidade, reconhecemos e celebramos a presença de espíritos transcendentes. Algumas pessoas chamam essa presença de alma, de Deus, de Amado, de consciência elevada ou de poder superior. Há ainda os que dizem que essa força é o que é porque não pode ser nomeada. Para eles, é simplesmente o espírito se movendo em nós e através de nós. (HOOKS, 2021, p. 98).
No livro bíblico de João, uma passagem nos lembra que “todo aquele que não conhece o amor ainda está na morte”. Todo despertar para o amor é um despertar espiritual. (HOOKS, 2021, p. 103).
No capítulo seis Bell Hooks analisa sobre os valores: viver segundo uma ética amorosa
Uma ética amorosa pressupõe que todos têm o direito de ser livres, de viver bem e plenamente. Para trazer a ética amorosa para todas as dimensões de nossa vida, nossa sociedade precisaria abraçar a mudança. No final de A arte de amar, Erich Fromm afirma que “importantes e radicais mudanças em nossa estrutura social são necessárias, para que o amor se torne um fenômeno social, e não um fenômeno altamente individualista e marginal”. Indivíduos que escolhem amar podem alterar e alteram a própria vida para honrar a primazia da ética amorosa. Nós fazemos isso ao escolher trabalhar com indivíduos que admiramos e respeitamos; ao nos comprometermos a nos entregar inteiramente em nossos relacionamentos; ao abraçar uma visão global em que vemos nossa vida e nosso destino como intimamente ligados aos de todas as outras pessoas do planeta. (HOOKS, 2021, p. 105).
Abraçar uma ética amorosa significa utilizar todas as dimensões do amor — “cuidado, compromisso, confiança, responsabilidade, respeito e conhecimento” — em nosso cotidiano. Só podemos fazer isso de modo bem-sucedido ao cultivar a consciência. Estar consciente permite que examinemos nossas ações criticamente para ver o que é necessário para que possamos dar carinho, ser responsáveis, demonstrar respeito e manifestar disposição de aprender. Entender o conhecimento como um elemento essencial do amor é vital, pois somos diariamente bombardeados com mensagens que nos dizem que o amor está relacionado ao mistério, ao que não podemos conhecer. (HOOKS, 2021, p. 111).
Se eles fizessem seu trabalho informados por uma ética amorosa, considerariam importante pensar criticamente a respeito das imagens que criam. E isso significaria pensar sobre o impacto dessas imagens, sobre as formas como moldam a cultura e influenciam as maneiras como pensamos e agimos em nosso dia a dia. Se desconhecem o terreno amoroso, deveriam contratar consultores que lhes oferecessem os insights necessários. (HOOKS, 2021, p. 112).
No capítulo sete Bell Hooks analisa sobre a ganância: simplesmente ame
Psicologicamente, estávamos em desespero mesmo enquanto o crescimento econômico criava empregos para mulheres e homens de grupos antes marginalizados. Em vez de buscar justiça na esfera pública, os indivíduos se voltaram para a vida privada, procurando um lugar de consolo e escape. Inicialmente, muitas pessoas se voltaram para suas famílias e relacionamentos para reencontrar um senso de conexão e estabilidade. Encarar um desamor desenfreado em casa criou uma sensação incontrolável de quebra cultural. Os indivíduos não apenas se desesperavam em relação à sua capacidade de mudar o mundo, mas começavam a sentir um desespero imenso quanto à sua capacidade de fazer mudanças positivas básicas no tecido emocional de sua vida diária. (HOOKS, 2021, p. 120).
A escolha da ganância materialista em vez do amor
Muitas pessoas querem que o amor funcione como uma droga, dando-lhes um êxtase imediato e prolongado. Elas não querem fazer nada, apenas receber passivamente uma sensação boa. Na cultura patriarcal, os homens são especialmente inclinados a ver o amor como algo que deveriam receber sem esforço. Frequentemente, eles não querem fazer o trabalho que o amor demanda. Quando a prática do amor nos convida a entrar num espaço de felicidade potencial, que é ao mesmo tempo um espaço de despertar crítico e dor, muitos de nós viramos as costas para o amor. (HOOKS, 2021, p. 125).
Esse é o resultado de se viver numa cultura em que a política da ganância é normalizada. A mensagem que recebemos é de que todo mundo quer ter mais dinheiro para comprar mais coisas, de modo que não é problemático se mentirmos e enganarmos um pouco para passar na frente. Em contraste com o amor, os desejos por objetos materiais podem ser satisfeitos instantaneamente se tivermos dinheiro ou cartão de crédito à mão, ou mesmo se estivermos dispostos a assinar alguns papéis para conseguir o que queremos agora e pagar mais caro depois. Ao mesmo tempo, quando se trata das questões do coração, somos encorajados a tratar os parceiros com dureza, como se fossem objetos que podemos pegar, usar e então descartar à vontade, tomando como único critério a satisfação de nossos desejos individuais. (HOOKS, 2021, p. 126).
A avareza é acertadamente considerada um “pecado capital” porque desgasta os valores morais que nos encorajam a nos importar com o bem comum. A ganância viola o espírito de conexão e comunidade que é natural para a sobrevivência humana. Ela destrói o reconhecimento individual das necessidades e preocupações de todos, substituindo essa consciência por um egocentrismo perigoso. O narcisismo saudável (a autoaceitação e a percepção do próprio valor, pedras fundamentais do amor-próprio) foi substituído por um narcisismo patológico (em que apenas o “eu” importa), que justifica qualquer ação que permita a satisfação de desejos. O desejo de se sacrificar em favor dos outros, sempre presente onde há amor, é aniquilado pela ganância. Sem dúvidas isso explica a disposição dos Estados Unidos de privar os cidadãos pobres de serviços sociais bancados pelo governo enquanto enormes somas de dinheiro abastecem a crescente cultura do imperialismo violento. Os profetas que lucram com a ganância nunca estão satisfeitos; para este país, não é o bastante ser consumido por uma política gananciosa: ela precisa se tornar o modo de vida natural em escala global. (HOOKS, 2021, p. 126).
A escolha por viver com simplicidade necessariamente intensifica a nossa capacidade de amar. É como aprendemos a praticar a compaixão, afirmando todos os dias nossa conexão com uma comunidade mundial. (HOOKS, 2021, p. 134).
No capítulo oito Bell Hooks analisa sobre a comunidade: uma comunhão amorosa
Sempre que curamos feridas familiares, fortalecemos a comunidade. Fazendo isso, nos engajamos em uma prática amorosa. É o amor que estabelece as bases para a construção de uma comunidade com estranhos. O amor que criamos em comunidade permanece conosco aonde quer que vamos. Orientados por esse conhecimento, fazemos de qualquer lugar um local em que podemos regressar ao amor. (HOOKS, 2021, p. 148).
No capítulo nove Bell Hooks analisa sobre a reciprocidade: o coração do amor
149
No capítulo dez Bell Hooks analisa sobre o romance: o doce amor
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No capítulo onze Bell Hooks analisa sobre a perda: amar na vida e na morte
O amor a morte e não o amor a vida, a supremacia branca, interesses materiais e interesses patriarcais estão acima da vida de pessoas como coisas.
A supremacia branca lhe ensinou que todas as pessoas não brancas são ameaças, independentemente de seu comportamento. O capitalismo lhe ensinou que, seja qual for o custo, sua propriedade pode e deve ser protegida. O patriarcado lhe ensinou que sua masculinidade precisa ser provada pela disposição em conquistar por meio do medo e da agressão; que não seria másculo perguntar antes de agir. Então, a mídia noticia o caso no telejornal de um modo que parece quase jocoso e celebratório, como se nenhuma tragédia tivesse acontecido, como se o sacrifício de uma jovem vida fosse necessário para defender o valor da propriedade e a honra patriarcal branca. (HOOKS, 2021, p. 188).
O culto a morte prega a possibilidade de matar, para proteger a propriedade.
No capítulo doze Bell Hooks analisa sobre a cura: o amor redentor
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No capítulo treze Bell Hooks analisa sobre o destino: quando os anjos falam de amor
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Fonte da imagem
https://www.blogs.unicamp.br/mulheresnafilosofia/bell-hooks/
Outras Bibliografias
Hooks, Bell Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade SP ED. WMF 2013. < https://www.ufrb.edu.br/ppgcom/images/bell_hooks_-_Ensinando_a_Transgredir_1.pdf > Acessado em 2022
KING, Martin Luther, 1929 - 1968 A dádiva do amor (livro eletrônico) Martin Luther King Jr tradução de Cláudio Carina - SP Ed. Planeta, 2021. Encontre o livro gratuitamente: A dádiva do amor de Martin Luther King Jr. no BibliON < https://biblion.odilo.us/info/a-dádiva-do-amor-00927047 >
WEST, Cornel, GENEALOGIA DO RACISMO MODERNO Cornel West < https://luizcandido.files.wordpress.com/2015/09/genealogia-do-racismo-moderno-cornel-west.pdf > Acessado em 2022.
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...




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