Nos debates sobre reformas e lutas de curto prazo, alguns anarquistas foram contra, denunciando o reformismo e a manutenção do status quo. Não obstante, a maioria dos anarquistas foram favoráveis às lutas por melhorias imediatas. Errico Malatesta defendia que, ao contrário de fomentar o reformismo, a luta por melhoria de salários, das condições de trabalho e outros pontos, desde que conquistadas pelas forças dos movimentos sociais, dos sindicatos ou das organizações comunitárias, criavam uma ginástica revolucionária, na qual o estímulo de luta era criado pela própria luta.
Essa era a estratégia do sindicalismo revolucionário, majoritário entre a esquerda radical no início do século XX. Ao mesmo tempo que tal estratégia conseguia conquistar, no mundo, as oito horas de trabalho, mostrava para os trabalhadores que essa organização pela ação direta era efetiva para mudar as realidade deles. Os ganhos, nesse sentido, eram uma prévia do mundo que eles construíam. Para Malatesta, assim,
"Com ela os operários aprendem a ocupar-se dos seus interesses de classe, aprendem que o patrão tem interesses opostos aos seus e que não podem melhorar as suas condições, e ainda menos emancipar-se, senão unindo-se e tornando-se mais fortes que os patrões. Se conseguirem obter aquilo que querem, estarão melhor: ganharão mais, trabalharão menos, terão mais tempo e mais força para efletir sobre as coisas que lhes interessam, e logo sentirão desejos maiores, necessidades maiores. Se não conseguirem, serão conduzidos a estudar as causas do insucesso e a reconhecer a necessidade de maior união, de maior energia; e compreenderão, enfim que para vencer de modo seguro e definitivo é necessário destruir o capitalismo. A causa da revolução, a causa da elevação moral do trabalhador e da sua emancipação, só podem ganhar com o facto de os trabalhadores se unirem e lutarem pelos seus interesses."
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https://ithanarquista.wordpress.com/classicos-anarquistas/errico-malatesta/errico-malatesta-a-organizacao/
https://ithanarquista.wordpress.com/nestor-makhno-archive/nestor-makhno-archive-castellano/plan-de-organizacion-malatesta/
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...

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