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RÉUS E RÉS, PARA EVITAR MARCHA A RÉ!

Começou o julgamento, pelo STF, dos acusados pela movimentação e depredação golpista de 8 de janeiro, na capital da República. Os debates e votos são feitos de modo virtual, e vão até a próxima 2a feira. Depois do atentado contra as sedes dos Legislativo, Judiciário e Executivo nacionais, uma semana após a posse do presidente Lula, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça agiram com firmeza, equilíbrio e rapidez. Uma CPI na Câmara Distrital, em Brasília, também investiga os fatos criminosos. O ministro relator do caso escabroso, Alexandre de Moraes, proferiu sua decisão nesta madrugada. Ao examinar o primeiro conjunto de denunciados pela PGR - são 100, pra começar, de um total de 1390 suspeitos - Alexandre os tornou réus e rés pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Nossa democracia, ainda frágil e de baixa intensidade, com insuficiente participação popular, foi conquistada com muita luta. "Amigos presos, amigos sumidos assim, pra nunca mais" (Gil). Quem enfrentou a ditadura pagou com censura, prisão, tortura, banimento, silenciamento e morte. Aos poucos, essa batalha tenaz e heroica foi conquistando uma "abertura lenta, gradual e segura". Multidões nas ruas, pelas Diretas Já, nos anos 80, deram concretude ao clamor pelo fim do regime de arbítrio e terror oficial. Censura, tortura e ditadura nunca mais! Os saudosistas daquele tempo ("página infeliz da nossa história" - Chico Buarque e Francis Hime) - que acampam, financiam, tramam e agem pela volta do regime neofascista - têm que ser presos, julgados e, garantido o direito de defesa (para não fazer como o que esses retrógados defendem), devidamente condenados. Sejam civis, sejam militares. Arte de Adão sobre o mau gosto do atraso e do obscurantismo.

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