Os saberes dos povos originários são conhecimentos milenares de outra civilização.
A racionalidade dos povos originários do bem viver, boliviana resistem as comidas prontas e rápidas.
Num dia como hoje, mas em 2002, os oito “restaurantes” McDonald’s da Bolívia fecharam as portas.
Esta missão civilizadora durou apenas cinco anos.
Ninguém proibiu isso. Aconteceu simplesmente que os bolivianos lhe viraram as costas, ou melhor: recusaram-se a lhe dar a boca.
“Esses ingratos recusaram-se a reconhecer o gesto da empresa mais bem sucedida do planeta, que honrou abnegadamente o país com a sua presença”.
O “amor ao atraso” impediu a Bolívia de alcançar a junk food e os ritmos vertiginosos da vida moderna.
As empanadas caseiras derrotaram o progresso. Os bolivianos continuam a comer sem pressa, em cerimônias lentas, teimosamente apegados aos sabores ancestrais nascidos no fogão da família.
Foi-se, para nunca mais voltar, a empresa que em todo o mundo se dedica a dar felicidade às crianças, a despedir trabalhadores sindicalizados e a multiplicar pessoas gordas.
Eduardo Galeano
(Os filhos dos dias)
A opção em manter a velocidade lenta de produzir seu próprio alimento a partir de in natura, garantindo a Soberania Alimentar da Bolívia.
Um vitória da civilização originária boliviana, se alimentar mantendo as tradições do bem viver.
Valorizar o bem viver e fortalecendo uma Soberania Alimentar originária é uma vitória na Bolívia.
Essa resistência é uma demonstração que o povo Unido em volta de seus saberes alimentares originários têm força em se manter.
bibliografia
NOTAS DE GASTRONOMIA (280)UMA DERROTA DA CIVILIZAÇÃO
JALG
21/10/23.
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...

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