Diálogos sobre descolonialidade e anti racista na aula de Sociologia e Geografia: EEB Claurinice Vieira Caldeira - São Francisco do Sul, litoral norte de SC.
O presente texto discute a incorporação de práticas descoloniais e antirracistas no ensino de Sociologia e Geografia na EEB Claurinice Vieira Caldeira, localizada no litoral norte de Santa Catarina. A análise evidencia como a colonialidade do saber, do poder e do ser ainda estrutura currículos, representações e hierarquias escolares, reforçando desigualdades raciais e territoriais. A partir de uma perspectiva crítica, propõe-se a construção de metodologias que valorizem epistemologias negras, indígenas e afro-diaspóricas, articulando conteúdos sociológicos e geográficos a vivências locais e às dinâmicas do território. Discute-se ainda a importância do letramento racial, da pesquisa de campo e da abordagem interseccional como dispositivos pedagógicos para a formação cidadã. Conclui-se que práticas didáticas descoloniais ampliam o protagonismo estudantil, fortalecem a consciência crítica e contribuem para a construção de uma educação pública comprometida com justiça social e equidade racial.
Palavras-chave: Descolonialidade; Educação antirracista; Sociologia e Geografia crítica; Epistemologias afro-diaspóricas; Interseccionalidade.
Lélia Gonzalez Franz Fanon
Este Resumo expandido foi apresentado no VIII Seminário Regional Diálogos Interculturais, VI Semana da Consciência Negra e I Seminário Internacional sobre Políticas Afirmativas na Pós-Graduação. Cidade Universidade Hibrida e Gratuita - Mato Grosso do Sul, dia 17/11/2025.
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Introdução
A construção de uma sociedade mais justa e igualitária exige valorização e respeito às diversidades étnico-raciais, e a educação desempenha papel fundamental nesse processo.
Na Escola de Educação Básica Claurinice Vieira Caldeira (EEBCVC), em São Francisco do Sul, região norte de SC, o ensino da Sociologia no Ensino Médio e da Geografia no Ensino Fundamental Final busca formar estudantes críticos e conscientes sobre questões étnico-raciais, destacando a importância das culturas africana e indígena.
A implementação de práticas pedagógicas antirracistas, em conformidade com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008evidencia o compromisso da escola com a construção de um ambiente inclusivo.
Sociologia e Geografia, ao analisar relações de poder, processos históricos e dimensões culturais e territoriais, oferecem ferramentas para compreender a marginalização e resistência dos povos negros e indígenas.
Essas disciplinas promovem abordagens integradas, incentivam a reflexão crítica e fortalecem a identidade estudantil.
O presente estudo analisa como a EEBCVC aplica práticas descoloniais e antirracistas, explorando metodologias, estratégias docentes e resultados, destacando o papel da escola na formação de alunos como agentes transformadores e na construção de uma sociedade democrática e inclusiva.
Objetivos
Promover, nas aulas de Sociologia e Geografia, a leitura crítica de textos descoloniais e antirracistas, inspirados em Fanon e Gonzalez, estimulando o diálogo sobre práticas discriminatórias contra povos indígenas e afrodescendentes.
Busca-se construir consciência histórica e social, valorizando a diversidade cultural e problematizando o racismo estrutural e epistêmico.
Além disso, visa fomentar práticas pedagógicas que promovam respeito, dignidade e reconhecimento das identidades africanas e indígenas. Assim, contribui para a formação cidadã crítica e inclusiva.
Fundamentação Teórica
A proposta de ensino descolonial e antirracista em Sociologia e Geografia se inspira em Frantz Fanon e Lélia Gonzalez, que criticam o racismo estrutural e valorizam epistemologias do Sul. Fanon evidencia os efeitos psicológicos e sociais da colonização, defendendo a construção de uma nova humanidade livre de hierarquias. Gonzalez destaca a amefricanidade e articula raça, gênero e classe, evidenciando a invisibilização de sujeitos negros e indígenas.
Metodologia
A metodologia propõe leitura coletiva de textos antirracistas, seguida de debate mediado por perguntas norteadoras, relacionando-os à realidade social dos estudantes. As reflexões incluem a valorização das culturas africanas e indígenas.
A análise crítica permite identificar práticas discriminatórias e pensar alternativas de superação. Como síntese, os alunos produzem registros escritos ou artísticos.
A prática desenvolve consciência crítica, empoderamento identitário e compromisso ético com a diversidade. O enfoque visa consolidar uma educação inclusiva, democrática e humanizadora.
Resultados
A leitura de Fanon e Gonzalez permite que estudantes do ensino fundamental e médio identifiquem marcas históricas do racismo estrutural e suas consequências atuais.
Os textos ampliam a compreensão sobre colonialismo, identidade e resistência, estimulam o debate sobre diversidade étnico-racial e fortalecem o repertório cultural e linguístico. A interpretação coletiva desenvolve consciência crítica e promove práticas antirracistas.
A luta do inferiorizado situa-se a um nível nitidamente mais humano. As perspectivas são radicalmente novas.
É a oposição doravante clássica entre as lutas de conquista e as de libertação. No decurso da luta, a nação dominadora tenta reeditar argumentos racistas, mas a elaboração do racismo revela-se cada vez mais ineficaz. Fala-se de fanatismo, de atitudes primitivas perante a morte, mas, uma vez mais, o mecanismo doravante deitado por terra já não responde.
Os imóveis de antes, os cobardes constitucionais, os medrosos, os inferiorizados de sempre, crispam-se e emergem eriçados. (OLIVEIRA, 2018, p. 89 apud FANON, 1956).
Abaixo temos as interpretações dos e das estudantes da EEBCVC:
A citação acima de Fanon mostra que a luta dos povos historicamente oprimidos não é apenas por direitos políticos, mas principalmente por séculos para justificar as desigualdades que não conseguem mais conter o desejo de liberdade.
Os povos antes oprimidos não aceitam mais o racismo e a inferiorização eles organizam e lutam por liberdade, dignidade e igualdade, rompendo com a dominação.
O texto mostra que para Fanon a luta do oprimido vai além da política é também libertação humana e cultural, rompendo com o racismo e orientando novas formas de existir e resistir.
A descolonização jamais passa despercebida porque atinge o ser, modifica fundamentalmente o ser, transforma espectadores sobrecarregados de insensibilidade em atores privilegiados, colhidos de modo quase grandioso pela roda viva da história. Introduz no ser um ritmo próprio, transmitido por homens novos, uma nova linguagem, uma nova humanidade. (FANON 1968, p. 26).
Fanon mostra que a descolonização muda a vida das pessoas, pois não é apenas tirar o domínio de outra, mas transformar a forma de viver e pensar. Os povos deixam de ser pessoas e passam a construir suas próprias histórias, com novos valores e identidade.
Fanon está dizendo que a descolonização quando um povo deixa de ser controlado por outro não é algo pequeno ou silencioso é algo que muda completamente as pessoas.
Ela transforma o que antes ficava só assistindo sem reagir em pessoas que participam da mudança.
Aquele papo do “exige-se boa aparência”, dos anúncios de empregos, a gente pode traduzir por: “negra não serve”. Secretária, recepcionista de grandes empresas, balconista de boutique elegante, comissária de bordo etc. e tal são profissões que exigem contato com o tal do público “exigente” (leia-se: racista).
Afinal de contas, para a cabeça desse “público”, a trabalhadora negra tem que ficar “no seu lugar”: ocultada, invisível, “na cozinha”.
Como considera que a negra é incapaz, inferior, não pode aceitar que ela exerça profissões “mais elevadas”, “mais dignas” (ou seja: profissões para as quais só as mulheres brancas são capazes).
E estamos falando de profissões consideradas “femininas” por esse mesmo “público” (o que também revela seu machismo). (GONZALEZ, 2020, p. 200).
Amei essa citação muito forte e verdadeira, Gonzalez mostra como o racismo e o machismo ainda estão presentes até nas coisas que parecem normais, como um anúncio de emprego, não tinha notado que “boa aparência” pode ser uma forma de excluir pessoas negras. Isso nos faz refletir sobre o quanto ainda precisamos mudar com a sociedade.
Considerações Finais
A prática pedagógica antirracista demonstra-se essencial para a formação de sujeitos críticos e conscientes de seu papel social.
Ao promover reflexões sobre racismo, identidade e resistência, contribui para a valorização da diversidade étnico-racial e para o combate às desigualdades históricas. Essa abordagem fortalece a construção de novos sentidos de pertencimento e dignidade.
Além disso, amplia o repertório cultural e linguístico dos estudantes. Assim, consolida-se como um caminho fundamental para uma educação democrática, inclusiva, humanizadora e que respeite a pluralidade cultural brasileira nativa originária indígena, afrodescendentes interculturalidade latino americano e sul global.
Referências
FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras Brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afrolatino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GONZALEZ, Lélia; HASENBALG, Carlos. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.
OLIVEIRA, Thaiane, Racismo e Cultura, Frantz Fanon I.° Congresso dos Escritores e Artistas Negros em Paris, em Setembro de 1956. publicado na Revista CONVERGÊNCIA CRÍTICA Dossiê: Questão ambiental na atualidade n. 13, 2018.
Descolonizando uma prática conservadora para uma práxis libertadora interculturais
Osni Valfredo Wagner
O presente trabalho discute processos de descolonização e contracolonização a partir de perspectivas interculturais, evidenciando como práticas conservadoras reproduzem racismos estruturais, religiosos e epistêmicos. A análise articula contribuições de Geni Núñez, Nego Bispo, Fanon, Lélia Gonzalez e Achille Mbembe, demonstrando que a colonização operou não apenas pela escravização física, mas pela imposição linguística, religiosa e afetiva, configurando etnocídios e epistemicídios. O estudo enfatiza que a descolonização exige ruptura estrutural, conforme Fanon, e reposicionamento epistêmico, como propõe Mignolo, reconhecendo saberes afro-indígenas como fundamentos legítimos de conhecimento. A crítica à branquitude, discutida por Bento e McIntosh, mostra como privilégios estruturais permanecem naturalizados e sustentados por práticas institucionais excludentes. A necropolítica de Mbembe aparece como chave para compreender a administração contemporânea da morte e a seletividade racial na distribuição da violência. O texto integra ainda perspectivas pedagógicas e legais, destacando o papel das Leis 10.639/03 e 11.645/08 na promoção de uma educação intercultural antirracista. Os resultados indicam que práticas educativas libertadoras devem enfrentar desigualdades estruturais, desconstruir estereótipos e fortalecer identidades afro-brasileiras e indígenas. Conclui-se que uma práxis descolonial demanda transformação radical das relações de poder, reconstrução epistemológica e valorização dos modos de vida originários, constituindo caminho para uma sociedade plural, justa e intercultural.
1. Introdução
A escritora, psicóloga, pesquisadora e ativista Guarani Geni Núñez, Descolonizando Amores: por uma amorosidade sem dominação: experimentação sobre outras formas de amar. Crítica a catequização e evangelização como expressões do racismo religioso. O etnocídio e etnofóbico a crítica contracolonização do intelectual, escritor, poeta, agricultor e ativista quilombola, no livro Colonização, Quilombos modos e significações, Nego Bispo, Bula "Romanus Pontifex", Papa Nicolau V, 08 de janeiro de 1455 e Papa Pio V, 1567, Bula Romanus Pontifex, VII, 741. O processo de escravização no Brasil tentou destituir os povos afro-pindorâmicos de suas principais bases de valores socioculturais, atacando suas identidades individuais e coletivas, (...) (BISPO DOS SANTOS, 2015, p. 37 e 38).
A colonização se estruturou não apenas pela escravização física, mas também pela catequização e pela violência simbólica contra línguas, afetos e cosmovisões.
Assim sendo, não poderia existir libertação política, económica ou tecnológica que não surgisse a par de uma autonomia linguística. (...) Não se podem contestar as virtudes da língua, designadamente quando são exercidas num contexto de cruzamento imposto, de expropriação e de desapossamento, como aconteceu com a colonização. (MBEMBE, 2014, p. 86).
As críticas que apontam para a urgência da contracolonização e descolonização uma autonomia cultural.
Vemos que o silêncio sustentado pela branquitude pode ganhar outros signos, exatamente para manter a aparência de que tudo ocorre como deve ocorrer: temos aí a democracia, a meritocracia, a cordialidade, o ideal de embranquecimento, (...) estruturas sociais gritam o que se tenta calar: de cima à baixo, há estrutura e colunas racistas que sustentam a posição privilegiada de pessoas brancas em quaisquer segmentos da sociedade. (BENTO, 2022, p. 304).
A letra da música marfinense de Tiken Jah Fakoly, (2024) Nada mais me surpreende, denuncia os genocídios que os europeus proporcionam para o sul global, como é o caso de Israel contra os palestinos.
Kabengele Munanga (2005), desconstruir estereótipos e incorporar metodologias interculturais que valorizem saberes historicamente marginalizados. A valorização das identidades afro-brasileiras e indígenas, o combate ao racismo, encontra respaldo legal nas Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.
2. Metodologia
O presente estudo adota uma abordagem qualitativa e teórico-prática, articulando revisão bibliográfica e análises pedagógicas. Foram utilizados como referenciais teóricos: Nego Bispo, Núñez, Fanon, Gonzalez e Mbembe entre outros, para compreender a integração entre educação intercultural, formação docente e práticas pedagógicas antirracistas.
3. Resultados e Discussão
A política da morte Mbembe analisa como as novas tecnologias de destruição organizam a violência, priorizando a maximização econômica do massacre sobre o controle disciplinar dos corpos.
(...) as novas tecnologias de destruição estão menos preocupadas com a inscrição de corpos em aparatos disciplinares do que em inscrevê-los, no momento oportuno, na ordem da máxima economia, agora representada pelo “massacre”. Por sua vez, a generalização da insegurança aprofundou a distinção social entre aqueles que têm armas e os que não têm (“lei de distribuição de armas”). (MBEMBE, 2016, p. 20).
Essa lógica aprofunda desigualdades, distinguindo socialmente os que possuem armas dos que estão desarmados, intensificando a insegurança e exclusão.
Descolonização como uma mudança radical na estrutura social, onde uma “espécie” de homens é substituída por outra, evidenciando ruptura completa sem transição gradual.
(...) a descolonização é simplesmente a substituição de uma "espécie" de homens por outra"espécie" de homens. Sem transição, há substituição total. Completa, absoluta. Sem dúvida poder-se-ia igualmente mostrar o aparecimento de uma nova nação, a instalação de um novo Estado, suas relações diplomáticas, sua orientação política e econômica. Mas nós preferimos falar precisamente desse tipo de tábula rasa que caracteriza de saída toda descolonização. (FANON, 1968, p. 25).
A descolonização implica transformação absoluta das relações de poder, criando novas nações e estruturas sociais, políticas e econômicas, representando um verdadeiro recomeço histórico.
(...) “educação” e “boa aparência”. Mesmo nos dias atuais, (...) anúncios dos jornais na seção de empregos; as expressões “boa aparência”, “ótima aparência” etc. constituem um código cujo sentido indica que não há lugar para a mulher negra. (GONZALEZ, 2020, p. 34).
Mesmo com avanços educacionais, mulheres negras seguem preteridas no mercado de trabalho, revelando racismo e sexismo estrutural.
4. Conclusão
A obra de Mignolo analisa a colonialidade do poder e propõe a desobediência epistêmica como caminho para descolonizar saberes, culturas e estruturas de autoridade. O racismo estrutural mantém privilégios da branquitude conforme a educadora e pesquisadora Peggy McIntosh faz uma lista de privilégios brancos nos EUA de exemplos de privilégios da branquitude cerca de 50: Não ser seguido e ou vigiado em lojas apenas por causa da cor da pele.
Não ser parado pela polícia ou abordado com desconfiança frequente. Ter sua competência presumida em entrevistas de emprego ou ambientes acadêmicos, sem que a cor da pele seja um fator negativo. Como diz a música: Preto demais:
Enquanto seu discurso tá pronto na internet
Prenderam o neguinho ali na Praça Sete
Que tava pedindo dinheiro pra vender chiclete
Mas com playboy fumando um boldo ali ninguém se mete
Porque o pai é juiz e a mãe é delegada
Enquanto a mãe do neguinho é sua empregada
Um corre danado, maior agonia
E pega um busão lotado pra delegacia
Chegando na delegacia
A mãe do neguinho pergunta assim para o doutor delegado
(Mas o que foi que ele fez pra estar algemado?)
O doutor começa então a descrever o caso
É que ele é preto demais
Corre demais, fala demais, sorri demais
Tá estudando demais, comprando demais (...)
(Araújo, 2023).
A descolonização e a educação antirracista desafiam estruturas de poder e preconceitos históricos, promovendo transformação social e valorização de culturas afrodescendentes e indígenas. Educação permite estruturar as culturas, religiosidade dos povos tradicionais afro-pindorâmicos, Brasil.
Palavras-chave: Descolonizando; Discriminação, Educação Interculturais; Modos de Vida Originários.
5 Referências
BENTO, Cida, O pacto da branquitude / Cida Bento. Revista da ABPN • v. 14, n. Ed. Especial • Outubro de 2022.
BISPO DOS SANTOS, Antônio, COLONIZAÇÃO, QUILOMBOS Modos e significados, Brasília, 2015.
FANON, Frantz. Os condenados da terra, ED. CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA S. A. RJ, 1968.
FAKOLY, Tiken Jah, Nada mais me surpreende, Música 2024
GONZALEZ, Lélia, Por um Feminismo Afro-Latino-Americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
ARAÚJO, Hugo Albuquerque / Fernanda De Oliveira Bastos, Preto Demais, Letra de música 2023.
MCNTOSH, Peggy, Privilégio Branco: Desfazendo a Mochila Invisível Peace and Freedom, 1989.
MBEMBE, Achille, NECROPOLÍTICA, biopoder soberania estado de exceção política da morte Achille Mbembe, Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 32, 2016.
MBEMBE, Achille. Sair da grande noite: ensaio sobre a África descolonizada. Tradução de Narrativa Traçada. Revisão de Sílvia Neto. ISBN 978-989-8655-31-8, Luanda: Edições Mulemba, 2014.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Vozes, 2005.
NÚÑEZ, Geni, Descolonizando Amores: por uma amorosidade sem dominação: experimentação sobre outras formas de amar, São Paulo, Planeta Brasil, 2023.
MIGNOLO, Walter. Desobediência epistêmica: opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF, n. 34, p. 287-324, 2008.
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