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Sociedade do Desempenho, Hora-Atividade e Formação Permanente: desafios dos projetos integradores interdisciplinares na educação básica à luz da BNCC - CBTC-SC e uso da IA na escola do século XXI e o papel do sindicato na atualidade?!

A presente análise sobre as implicações da chamada sociedade do desempenho na organização do trabalho docente, especialmente em contextos de formação permanente e na operacionalização de projetos integradores interdisciplinares no Ensino Médio. A partir dos referenciais teóricos da sociologia crítica, da filosofia da educação e das políticas públicas educacionais, o estudo problematiza a crescente exigência de produtividade docente — incluindo formação no horário de trabalho e múltiplas demandas institucionais — e sua convergência com as diretrizes das Bases Curriculares (BNCC e CBTC-SC). Conclui-se que a sociedade do desempenho, ao submeter a escola a métricas de eficiência e resultados, tensiona a formação continuada para o desenvolvimento humano e a construção de epistemologias críticas.  O sindicato só se aproxima da base quando entende que muitos docentes vêm de formações EAD mercantilizadas, que produzem a mentalidade do professor-cliente e enfraquecem a consciência coletiva. Diante disso, o papel sindical é repolitizar a categoria, transformando problemas individuais em questões estruturais de trabalho e educação. É preciso disputar a cultura do desempenho e da meritocracia, mostrando que precarização não é falha pessoal, mas efeito do modelo neoliberal. Ao mesmo tempo, o sindicato deve dialogar com a linguagem digital sem abandonar a crítica. Assim, fortalece-se o professor-cidadão e não apenas o trabalhador precarizado. É o desafio da categoria, todos somos o sindicato. A coordenação estadual e regional é a estrutura de organização sindical  que busca garantir os direitos da categoria.


Palavras-chave: Sociedade do desempenho; Formação permanente; Hora-atividade; Projetos integradores; BNCC; CBTC-SC.


1. Introdução

A educação contemporânea, especialmente no contexto brasileiro, enfrenta transformações profundas que refletem dilemas entre eficiência administrativa, demandas sociais e concepções de formação humana. 

Termos como sociedade do desempenho, sintetizados por Byung-Chul Han, descrevem a passagem de uma sociedade disciplinar para outra marcada pela autoexploração, produtividade e métricas de performance (HAN, 2015). 

No ambiente escolar, isso se manifesta na ampliação das funções docentes, na exigência de formação contínua no próprio horário de trabalho e na acumulação de tarefas avaliativas e administrativas.

Neste contexto, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo Base do Território Catarinense (CBTC-SC) propõem uma organização curricular orientada por competências, formação integral e projetos integradores interdisciplinares, implicando um trabalho docente que supere a transmissão de conteúdos, mas também incorre em maiores demandas de planejamento, articulação e avaliação formativa.

Literalmente a judicialização da política obrigando o Sindicalismo brasileiro fazer investimentos em burocracias jurídica complexa neste sentido os partidos programáticos PCB, PSTU, UP e PCO fazem críticas sistêmicas que não dão conta da realidade no sentido de resolverem problemas pragmáticos 

Em Santa Catarina, esquerda e direita brigam pela escola como se fosse território conquistável, enquanto professores fazem malabarismo com leis e decretos absurdos?

O sindicato tenta proteger direitos, mas parece um soldado solitário em meio ao caos ideológico do desgoverno? 

A BNCC fundamenta juridicamente o CBTC-SC chegam como promessas de inovação, mas são apenas sinônimos da lei federal com roupagem bonita dita como sendo nova?

Privatização e censura se disfarçam de progresso e democracia, ignorando alunos e professores. No fim, o professor ensina, o sindicato resiste, e o governo fingem que a educação funciona de verdade?


2. Referencial teórico

2.1 Sociedade do desempenho e neoliberalismo educativo

Byung-Chul Han (2015), em Sociedade do cansaço, caracteriza uma sociedade em que a pressão por desempenho, eficiência e otimização permeia as práticas sociais, produzindo sujeitos autoexplorados e permanentemente auditados. Essa lógica neoliberal transfere para a educação um modelo de gestão empresarial, onde métrica, produtividade e resultados substituem o sentido formativo do processo educativo.

Pierre Bourdieu (1992) problematiza a reprodução social e cultural nas instituições, evidenciando como a escola pode funcionar como um aparato de legitimação das desigualdades. Andrea Roriz (2020) destaca que a organização do trabalho docente em torno de indicadores de desempenho precariza a profissão.


3. Formação permanente e hora-atividade na escola

A formação permanente professoral, conforme orienta o CBTC-SC, busca desenvolvimento contínuo de competências, reflexão sobre a prática e aprendizagem colaborativa. No entanto, quando essa formação é exigida no próprio horário de trabalho, sem condições estruturais, corre-se o risco de que ela seja capturada pela lógica do desempenho, transformando-se em mais uma tarefa a ser cumprida, mais um índice de produtividade.

Segundo Hoffmann (2017), avaliação formativa deve ser processo emancipatório, e não instrumento de controle. Luckesi (2011) aponta que a formação docente deve articular teoria e prática, respeitando a autonomia do professor. Isso entra em tensão com exigências administrativas que priorizam cumprimento de horas e metas.


4. Projetos integradores interdisciplinares na BNCC e no CBTC-SC

Tanto a BNCC quanto o CBTC-SC destacam a importância de projetos integradores como estratégia pedagógica para promover competências cognitivas, argumentativas e socioemocionais, articulando diferentes áreas do conhecimento. Segundo a BNCC (BRASIL, 2018), projetos integradores favorecem a aprendizagem significativa e articulam saberes disciplinares em torno de problemas reais.

O CBTC-SC reforça que tais projetos devem resultar de planejamento coletivo, interdisciplinaridade efetiva e sequências didáticas orientadas por problemas concretos (SANTA CATARINA, 2019). Inserir o docente em um ciclo permanente de formação para operacionalizar esses projetos demanda tempo, recursos e suporte institucional.


5. Discussão

A tensão entre a formação permanente na escola, os projetos integradores e a sociedade do desempenho evidencia um paradoxo: por um lado, a necessidade de docentes formados, críticos e colaborativos para respostas complexas; por outro, a pressão por eficiência, cumprimento de horas, produtividade e avaliação por resultados — características da lógica neoliberal.

Essa tensão pode ser interpretada como uma forma de captura do campo educativo pela lógica do mercado, que transforma processos formativos em tarefas auditáveis, desloca a intenção pedagógica para o cumprimento de indicadores e enfraquece a autonomia docente.


6. A Inteligência Artificial como Catalisadora de Desempenho nos Projetos Integradores Interdisciplinares: Uma Abordagem Crítico-Hermenêutica

A inserção da Inteligência Artificial (IA) na rede estadual de Santa Catarina, em 2026, redefine os parâmetros do desempenho escolar, deslocando o foco da simples memorização para a capacidade analítica, crítica e colaborativa do estudante. Diferentemente da sociedade disciplinar descrita por Foucault, em que o controle se dá externamente, a sociedade do desempenho analisada por Han demonstra que a pressão sobre o sujeito agora se manifesta internamente, através da autoexploração e da busca incessante por resultados. Nesse contexto, os Projetos Integradores Interdisciplinares (PI) funcionam como laboratórios de Educação 5.0, nos quais a IA não é mero recurso tecnológico, mas mediadora epistemológica que permite a articulação entre múltiplas áreas do conhecimento.


6. 1 Desempenho, Autoexploração e IA

Segundo Han (2015), o excesso de positividade e a demanda constante por produtividade geram patologias contemporâneas como burnout e depressão. 

Quando aplicado à educação, o uso da IA pode tanto aliviar o esforço repetitivo quanto intensificar a pressão por desempenho, exigindo uma reflexão crítica hermenêutica sobre como os instrumentos tecnológicos moldam a experiência do sujeito. 

A IA torna-se, assim, uma lente para examinar as tensões entre autonomia, criatividade e sobrecarga de expectativas.


6.2 Interdisciplinaridade e Contexto Territorial

A integração da IA nos PIs permite a análise de dados socioeconômicos, ambientais e culturais, conectando disciplinas como Geografia, Matemática, Ciências da Natureza e Linguagens.

 O cruzamento de informações sobre o impacto da indústria têxtil no Vale do Itajaí ou das alterações climáticas no litoral catarinense exemplifica o potencial da IA para materializar o conhecimento aplicado, alinhado às competências propostas pelo Currículo de Referência do Território Catarinense (SE/SC, 2023-2026) e à BNCC (Brasil, 2022).


6.3 Metodologias Ativas e Desafios Éticos

A implementação de metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Projetos (Bender, 2014) e a curadoria de informação assistida por IA, enfatiza a autonomia do estudante e a responsabilidade ética no uso de tecnologias. Selwyn (2020) alerta para os riscos de delegar integralmente o aprendizado às máquinas, reforçando a necessidade de mediação docente e reflexão crítica sobre a IA como instrumento cultural e pedagógico, e não como substituto da experiência humana.


7 Ataques ao Funcionalismo, Resistência Sindical e Inconstitucionalidades em Santa Catarina: Uma Perspectiva Crítico-Hermenêutica

O contexto educacional catarinense de 2026 evidencia um conflito estruturado entre o governo estadual e os profissionais da educação, em especial aqueles que adotam práticas pedagógicas críticas e interdisciplinares. 

O governo Jorginho tem promovido ações e discursos de cerceamento do funcionalismo, incluindo tentativas de limitar direitos de professores, reestruturar regras de conduta e interferir em decisões pedagógicas, sob pretexto de eficiência e moralidade administrativa.


7.1 O Funcionalismo Educacional e a Sociedade do Desempenho

Ao analisar o cenário à luz da sociedade do desempenho (Han, 2015; Han, 2018), percebe-se que as políticas governamentais transformam o professor em um sujeito de performance, onde cada decisão pedagógica é monitorada e potencialmente penalizada. 

A vigilância do desempenho substitui o antigo controle disciplinar (Foucault, 1977), produzindo estresse, medo de represálias e desmotivação no funcionalismo.

Além disso, a tentativa de impor regras de conduta estaduais (SED/SC, 2023-2026) que limitam debates críticos ou a defesa da equidade revela-se inconstitucional, uma vez que a legislação federal (Lei nº 13.415/2017 e decisões do STF) garante liberdade de cátedra e a implementação de políticas inclusivas como cotas.


7.2 Conflito com o Sindicalismo

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) atua como espaço de resistência e crítica, denunciando medidas autoritárias e protegendo a autonomia docente.

 As tensões refletem um embate entre ideologias de gestão conservadora e princípios constitucionais de direito à educação, além de evidenciar a necessidade de ferramentas de mediação, como os Projetos Integradores com IA, que permitem práticas pedagógicas inclusivas mesmo sob pressão política.


7.3 Blindagem Jurídica e Pedagógica: Inconstitucionalidade das Restrições

O arcabouço jurídico nacional garante que:

Escola Sem Partido e proibições de debates sobre gênero ou política são inconstitucionais (STF, ADPF 461).

Regras de conduta estaduais que limitem debates críticos ou uso de IA para projetos sociais violam a liberdade pedagógica garantida pela Lei nº 9.394/1996 (LDB) e pela BNCC.

Cotas e políticas afirmativas não podem ser proibidas, pois estão respaldadas pelo STF (ADPF 186), garantindo a equidade na educação.

Dessa forma, professores e gestores críticos podem utilizar a IA e projetos integradores interdisciplinares como instrumentos de resistência pedagógica, mantendo a autonomia docente e respeitando o direito constitucional à educação inclusiva e ética.


7.4 Ataques Governamentais ao Funcionalismo e Implicações para a Educação

A atuação do governo estadual de Santa Catarina, liderado por Jorginho, tem se caracterizado por tentativas explícitas de controle sobre a prática docente, com impactos diretos sobre a autonomia pedagógica e o desempenho escolar. 

Entre as ações mais relevantes estão a tentativa de limitar debates críticos, enquadrada no conhecido movimento "Escola Sem Partido", que busca restringir a abordagem de temas transversais como gênero, política e cidadania. 

Tal medida, entretanto, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (ADPF 461), garantindo a liberdade de cátedra e permitindo que os docentes trabalhem com temáticas críticas e pertinentes ao desenvolvimento integral dos estudantes.

Outro ponto de conflito é a proibição de cotas e políticas afirmativas, também considerada inconstitucional pelo STF (ADPF 186), o que reforça a obrigatoriedade da inclusão e da equidade nas instituições educacionais. 

Nessas condições, os Projetos Integradores Interdisciplinares (PIs) podem contemplar a diversidade social e cultural dos estudantes, utilizando a Inteligência Artificial (IA) como ferramenta para análise e mediação de dados, favorecendo práticas pedagógicas inclusivas.

Além disso, foram impostas regras de conduta estaduais restritivas, com tentativas de limitar a autonomia do professor na condução de aulas e projetos. Estas regras se chocam com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9.394/1996) e a BNCC, que asseguram a liberdade pedagógica e a adaptação do currículo às necessidades da comunidade escolar. 

A utilização de IA nos PIs permite que o professor mantenha sua prática crítica, promovendo metodologias ativas e garantindo que a tecnologia seja aliada do aprendizado, sem comprometer a autonomia docente.

Por fim, o monitoramento excessivo do desempenho docente, inspirado na lógica da sociedade do desempenho (HAN, 2015; HAN, 2018; DARDOT & LAVAL, 2016), intensifica a pressão sobre os professores, gerando estresse e autoexploração. 

Esse contexto evidencia a necessidade de políticas públicas que priorizem mediação ética, metodologias ativas e suporte à autonomia profissional, de forma a transformar a IA e os projetos interdisciplinares em instrumentos de resistência pedagógica e inclusão social, em vez de mecanismos de vigilância e desempenho compulsório.



8. Inteligência Artificial, Projetos Integradores e Resistência Docente

No contexto catarinense de 2026, a Inteligência Artificial (IA) assume um papel central nos Projetos Integradores Interdisciplinares (PIs), atuando não apenas como ferramenta tecnológica, mas como instrumento de mediação pedagógica e resistência docente frente às políticas restritivas do governo estadual. 

Os professores, ao utilizarem a IA, conseguem articular dados de diferentes áreas do conhecimento — como Geografia, Matemática, Ciências da Natureza e Linguagens — para desenvolver projetos contextualizados à realidade regional, fortalecendo a aplicabilidade prática do currículo e a inclusão social dos estudantes.

Essa prática pedagógica, contudo, ocorre em um cenário permeado por pressões ideológicas e monitoramento de desempenho, típico da sociedade do desempenho (HAN, 2015; HAN, 2018; DARDOT & LAVAL, 2016), em que o funcionalismo é constantemente avaliado e disciplinado indiretamente por métricas de produtividade e conformidade. 

Ao integrar a IA, os docentes conseguem neutralizar parcialmente esses ataques, transformando a tecnologia em ferramenta de autonomia, reflexão crítica e colaboração, ao mesmo tempo em que respeitam os limites legais estabelecidos pelo STF, LDB e BNCC/CBTC-SC.

Os PIs mediados por IA permitem ainda que os professores desafiem as tentativas de censura curricular e implementem metodologias ativas, promovendo debates sobre diversidade, ética e cidadania sem violar a legislação federal. 

Dessa forma, a combinação de tecnologia, interdisciplinaridade e hermenêutica pedagógica transforma o ambiente escolar em um espaço de resistência inteligente, onde a inovação e a inclusão se sobrepõem às restrições políticas, consolidando uma prática educacional crítica, ética e socialmente relevante.


9. Catarinense, Fundamentalismos e o Caminho da Social-Democracia Sindical

A realidade educativa e sindical em Santa Catarina reflete uma tensão complexa entre extremos ideológicos: de um lado, movimentos e correntes associadas à extrema esquerda, que pressionam por mudanças radicais na gestão do Estado e da escola; de outro, setores da extrema direita, que buscam limitar debates, censurar conteúdos transversais e restringir a autonomia docente. Esta polarização cria um cenário de conflito permanente, no qual o funcionalismo público e o corpo docente frequentemente se tornam alvo de pressões políticas e institucionais.

Neste contexto, a social-democracia sindical surge como caminho viável para equilibrar capital e trabalho, garantindo que direitos trabalhistas e humanos coexistam com a sustentabilidade econômica e a eficiência administrativa. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação é direito humano fundamental, dever do Estado e garantida a todos, sendo essencial que a escola pública permaneça gratuita e de qualidade, sem subordinação ideológica ou privatista.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei nº 9.394/1996) e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) servem como instrumentos de normatização e padronização da educação, enquanto o marco legal sobre organização sindical garante a liberdade de associação, negociação coletiva e representação dos trabalhadores. A coexistência de partidos políticos e a democracia fortalecem o debate público, mas também exigem da gestão estadual e dos sindicatos um equilíbrio ético e transparente, para que a liberdade de expressão e a autonomia de cátedra não sejam suprimidas por interesses políticos ou ideológicos.


9.1 Nesse cenário, o papel do sindicato em Santa Catarina é estratégico:

Defender direitos humanos e trabalhistas de professores e servidores da educação.

Resistir à privatização e mercantilização da educação pública, garantindo acesso igualitário a todos os cidadãos.

Promover a social-democracia sindical, mediando conflitos entre capital e trabalho, e fortalecendo mecanismos de diálogo e negociação coletiva.

Garantir a autonomia pedagógica e a liberdade de cátedra, assegurando que o professor possa trabalhar conteúdos transversais, incluindo diversidade, ética e cidadania, sem censura ou imposição ideológica.

Fortalecer a democracia interna e externa, fomentando a participação crítica e consciente da comunidade escolar e dos trabalhadores em decisões políticas e pedagógicas.

Em síntese, a sociedade catarinense enfrenta desafios de polarização ideológica, mas a integração entre direitos constitucionais, normativos e práticas sindicais social-democráticas representa um caminho de equilíbrio, que permite a convivência saudável entre capital e trabalho, proteção dos direitos humanos e a garantia de uma educação pública de qualidade e inclusiva para todos.


10 Como o sindicato se aproxima a Base da categoria observando a realidade de formação em faculdades privadas EAD mentalidade mercantilização de clinte e universidades públicas cidadania?

A aproximação efetiva do sindicato à base da categoria docente exige reconhecer a heterogeneidade formativa produzida pelo atual modelo educacional: de um lado, a expansão das faculdades privadas EAD, organizadas sob a lógica da mercantilização; de outro, as universidades públicas, estruturadas a partir do ideal de formação crítica e cidadã. Essa clivagem impacta diretamente a identidade profissional do professor e sua relação com a ação sindical.

Do ponto de vista sociológico, a formação em larga escala via EAD tende a produzir um habitus profissional instrumental, orientado pela racionalidade do mercado, na qual o professor é concebido como “prestador de serviços educacionais” e o estudante como “cliente” (Pierre Bourdieu). Nesse contexto, o sindicato enfrenta dificuldades de mobilização, pois a cultura institucional internalizada é marcada pela competitividade individual, pela precarização dos vínculos de trabalho e pela fragilização da consciência de classe.

Já nas universidades públicas, a formação docente está historicamente associada à função social da educação, à pesquisa, à extensão e à defesa do caráter público do conhecimento. Essa matriz favorece maior engajamento político-sindical, uma vez que o professor é compreendido como intelectual crítico, e não apenas como executor de tarefas pedagógicas (Dermeval Saviani).

Nesse cenário, o sindicato precisa adotar uma estratégia de repolitização pedagógica da base, atuando como instância formativa permanente. Isso implica desenvolver ações de formação sindical continuada (cursos, círculos de estudo, materiais digitais), capazes de problematizar a ideologia da eficiência, da produtividade e da meritocracia que atravessa a formação EAD (Stephen J. Ball). Ao mesmo tempo, é fundamental articular a pauta trabalhista (salário, carreira, condições de trabalho) com a pauta educacional (qualidade, autonomia pedagógica, direito à educação), reconstruindo o vínculo entre capital cultural e consciência política.

Na perspectiva crítica contemporânea, a aproximação sindical também passa pela compreensão da sociedade do desempenho, na qual o sujeito docente é levado à autoexploração, ao burnout e à responsabilização individual pelo fracasso sistêmico (Byung-Chul Han). Assim, o sindicato deve se apresentar não apenas como instrumento de reivindicação econômica, mas como espaço de acolhimento, mediação ética e resistência simbólica frente ao neoliberalismo educacional (David Harvey).

Por fim, a reaproximação com a base requer que o sindicato dialogue com a linguagem digital e com os territórios formativos do EAD, sem abdicar da crítica estrutural. Trata-se de disputar sentidos: transformar o professor-cliente em professor-cidadão, reconstruindo a identidade coletiva da categoria e reafirmando o sindicato como sujeito político na defesa da educação pública, democrática e socialmente referenciada, em consonância com os princípios da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Nós brasileiros temos a cultura de reclamar, temos que buscar compreender o que é uma demanda sindical coletivo e o que é só interesse individual. O que por exemplo de interesse coletivo da categoria que a diretoria não escuta que seja útil,  necessário e é de benefício de todos?

Essa distinção é central para a maturidade sindical: demanda coletiva é aquela que afeta estruturalmente as condições de trabalho de todos, enquanto o interesse individual é pontual e não gera transformação. 

No caso da categoria docente, exemplos claros de demandas coletivas pouco escutadas são: redução do número de alunos por turma, hora-atividade real e respeitada, plano de carreira com progressão automática, saúde mental e condições de trabalho e participação da base nas decisões curriculares e tecnológicas (IA, plataformas, avaliações).

 Reclamar isoladamente não produz poder político; organizar demandas comuns produz força coletiva. O desafio do sindicato é converter queixas individuais em pautas estruturais, e o desafio da base é entender que direito só existe quando é coletivo.


11 O aparelhamento do SINTE, pelo PT e a disputa interna com PSTU,  PSOL, PCB, UP,  PCO da extrema esquerda programáticos e a política sindical de resultados substituem a política Sindicalismo radical sem mandato parlamentar e seu  anacronismo do idealismo revolucionário?

O SINTE passou por um processo de institucionalização e aparelhamento partidário, no qual a disputa entre correntes da esquerda substituiu a representação direta da base. O sindicalismo radical deu lugar a um sindicalismo de resultados, focado em negociações formais e manutenção de estruturas internas. 

Narrativas revolucionárias tornaram-se anacrônicas diante da sociedade do desempenho e da precarização docente. O discurso político se distancia da realidade concreta do trabalho escolar. Assim, o sindicato se fortalece como organização, mas se fragiliza como instrumento de emancipação coletiva.

A trajetória recente do SINTE evidencia um processo de institucionalização e aparelhamento partidário, no qual diferentes organizações da esquerda brasileira — notadamente PT, PSTU, PSOL, PCB, UP e PCO — disputam a hegemonia interna do sindicato como extensão de seus projetos políticos. 

Esse fenômeno desloca o sindicato de sua função originária de representação direta da base para um papel de mediação político-partidária, em que a lógica eleitoral e programática se sobrepõe às demandas concretas da categoria docente.

Nesse contexto, observa-se a transição do sindicalismo radical clássico, historicamente marcado pela autonomia frente ao Estado e aos partidos, para um modelo de sindicalismo institucional de resultados, orientado por negociações formais, gestão de conflitos e produção discursiva.

 A radicalidade política é substituída por estratégias de ocupação de cargos, manutenção de mandatos e alinhamento com agendas externas à realidade cotidiana do trabalho docente.

A disputa interna entre correntes da extrema esquerda tende a produzir um anacronismo ideológico, no qual narrativas revolucionárias do século XX são mobilizadas em um cenário marcado pela sociedade do desempenho, pela plataformização do trabalho e pela mercantilização da formação docente (especialmente no EAD). Assim, o sindicato passa a operar mais como espaço de reprodução simbólica de identidades políticas do que como instrumento efetivo de organização material da classe trabalhadora.

Para a base docente, sobretudo aquela formada em instituições privadas e comunitárias, essa dinâmica gera descolamento entre discurso sindical e experiência concreta, reforçando apatia política, individualização das demandas e descrédito na ação coletiva. 

O resultado é um sindicalismo formalmente forte, mas socialmente frágil, cuja centralidade está menos na transformação das condições de trabalho e mais na gestão permanente do próprio campo político interno.

Em termos teóricos, trata-se da passagem do sindicato como sujeito histórico de conflito para o sindicato como organização performativa, integrada à lógica neoliberal de governança, métricas, resultados e capital simbólico, perdendo sua função emancipatória e sua capacidade real de produzir consciência de classe.

O problema não é a base fazer pressão, é a direção ter se acostumado a não ser pressionada. Quando a burocracia vira método, qualquer mobilização vira “incômodo”. 

Em 20 anos, o sindicato aprendeu mais a administrar resoluções do que a executá-las. A militância vira gestão, e a luta vira protocolo. Aí reclamar da pressão é confessar que o sindicato já não se move sozinho. Na realidade em 2011 por exemplo a Base foi para greve e a diretoria só queria desmobilizar.


12 Substituição de políticas sindicalimo de resultados da CUT/ PT para direções Leninista da UP PCB PSTU e ou PCO nos sindicato dos  trabalhadores da educação?

O exemplo em Camaçari, a UP (Unidade Popular) passou a ter protagonismo na direção sindical, o que marca uma mudança de hegemonia em relação ao ciclo histórico do PT/CUT.

Analiticamente, isso significa: a UP traz uma linha marxista-leninista, com discurso de sindicalismo classista e combativo, rejeição explícita à conciliação com governos e defesa de mobilização permanente. Na prática, porém, enfrenta o mesmo dilema estrutural: ao assumir a máquina sindical, tende a institucionalizar-se e operar sob limites jurídicos e orçamentários. Ou seja, muda a ideologia dirigente, mas a forma sindical continua condicionada pelo Estado e pela burocracia.

Alguns sindicatos de professores com direção ou forte influência do PSTU, principalmente em algumas capitais e redes estaduais. Em termos gerais, eles se caracterizam por uma linha de sindicalismo classista, trotskista e antiinstitucional.

Exemplos mais conhecidos

SINPEEM (SP) – oposição histórica com forte presença do PSTU.

APEOESP (SP) – correntes internas dirigidas ou influenciadas pelo PSTU.

SIND-UTE (MG) – setores regionais sob direção de militantes do PSTU.

ADUFMAT (MT) – seções do ANDES com hegemonia trotskista.

Perfil político desses sindicatos

Ideologia: trotskismo (revolução permanente, anti-conciliação).

Estratégia: greve, enfrentamento direto ao Estado, rejeição a acordos.

Limite estrutural: mesmo com discurso radical, operam dentro da legalidade sindical e do Estado que criticam.

Em síntese: o PSTU dirige sindicatos com retórica revolucionária, mas na prática enfrenta o mesmo paradoxo de todos os sindicatos modernos: radical no discurso, institucional na forma.

Os sindicatos e seções sindicais de professores com direção ou hegemonia do PCB, sobretudo no ensino superior e em sindicatos filiados ao ANDES-SN. O perfil é de sindicalismo classista, marxista e anticapitalista, com forte crítica à conciliação institucional.

Exemplos mais conhecidos (com influência real do PCB)

ANDES-SN (nacional) – várias diretorias e seções com presença orgânica do PCB.

ADUFRJ (UFRJ – Rio de Janeiro) – histórico de hegemonia PCB.

APUB (UFBA – Salvador) – direção frequentemente ligada ao PCB.

ADUFCG (UFCG – Campina Grande) – forte tradição comunista.

SEPE-RJ (educação básica – Rio de Janeiro) – correntes internas com direção PCB.

Perfil político desses sindicatos

Ideologia: marxismo clássico (PCB), centralidade da luta de classes.

Estratégia: mobilização permanente, greve, enfrentamento ao Estado.

Postura institucional: rejeição ao sindicalismo de resultados e à conciliação.

Contradição estrutural: mesmo com discurso revolucionário, atuam dentro da legalidade sindical e do Estado burguês.

Síntese crítica (científica)

O PCB representa hoje o modelo de sindicalismo ideológico mais coerente com o marxismo clássico, porém enfrenta o mesmo limite histórico: a forma sindicato é institucional, mesmo quando o conteúdo político é radical. Assim, o PCB mantém radicalidade teórica, mas opera numa estrutura que produz inevitavelmente burocratização e mediação.

Existem poucos sindicatos de professores com direção hegemonizada pelo PCO, porque o partido é minoritário no movimento sindical docente. Onde atua, normalmente é por correntes internas (oposições) ou direções pontuais em seções.

Exemplos mais conhecidos (influência do PCO)

ANDES-SN (nacional – ANDES-SN) – o PCO mantém correntes organizadas em várias seções.

ADUSP (USP – São Paulo) – presença histórica do PCO em chapas e oposições.

SEPE-RJ (educação básica – Rio de Janeiro) – atuação em correntes internas.

APEOESP (SP – São Paulo) – participação em chapas de oposição.

Perfil político do sindicalismo do PCO

Ideologia: trotskismo ortodoxo (revolução, antiinstitucional, anti-conciliação).

Estratégia: confronto direto, greves duras, rejeição a acordos.

Postura: recusa do sindicalismo de resultados e da negociação permanente.

Limite estrutural: mesmo radical, atua dentro da forma legal do sindicato.

Síntese crítica

O PCO representa o modelo mais antiinstitucional de sindicalismo, mas é minoritário. Sua força está no discurso e na mobilização, não na gestão duradoura. Na prática, enfrenta o mesmo paradoxo: quer destruir a mediação institucional, mas só pode agir por meio dela.

A CUT e o PT operam majoritariamente na lógica da conciliação e da gestão de resultados. Já UP, PCB, PSTU e PCO, embora radicais, enfrentam sérias dificuldades de mobilização. Suas narrativas revolucionárias colidem com os limites materiais da base real. 

O desemprego estrutural e a precarização reduzem a capacidade de engajamento coletivo. Assim, tanto a conciliação quanto o radicalismo esbarram na mesma crise de efetividade sindical.

Os sindicatos de professores no Brasil se distribuem hoje entre quatro tipos ideais: os radicais, que mantêm discurso de ruptura, mas esbarram nos limites institucionais do próprio sindicato; os programáticos, que operam com projetos ideológicos consistentes, porém frequentemente distantes da base real; os conciliadores, que priorizam negociação e gestão de perdas em nome da governabilidade; e os pelegos/entreguistas, que abandonam a defesa do trabalho e passam a operar como correia de transmissão dos interesses do Estado e do mercado. 

Em todos os casos, a contradição central permanece: quanto mais o sindicato se institucionaliza, mais perde capacidade de mobilização. O desafio histórico é romper a burocratização sem cair no anacronismo revolucionário, reconstruindo um sindicalismo democrático, enraizado na base e capaz de produzir resultados materiais reais para a categoria.


 Conclusão

A análise evidencia que a sociedade do desempenho impõe desafios profundos à educação, especialmente quando a formação permanente docente é organizada sem a devida autonomia, condições de trabalho e reconhecimento profissional. 

Projetos integradores interdisciplinares, embora alinhados a imperativos pedagógicos contemporâneos (BNCC, CBTC-SC), requerem tempo, diálogo institucional e suporte para não serem reduzidos a mais uma exigência de produtividade.

É necessária uma reflexão crítica sobre indicadores de desempenho para que a educação recupere seu sentido formativo, ético e emancipatório.

A análise da educação e do funcionalismo público em Santa Catarina revela um cenário marcado por tensões ideológicas, causadas pela extrema direita, que impactam diretamente professores e sindicatos. 

A social-democracia sindical mostra-se o caminho viável para equilibrar capital e trabalho, garantindo direitos humanos, autonomia pedagógica e liberdade de cátedra, conforme previsto na Constituição de 1988, na LDB e na legislação sindical vigente. 

A BNCC e o CBTC-SC, embora adequados aos marcos legais federais, muitas vezes reproduzem burocracia e desafios estruturais que exigem mediação ética e crítica por parte dos sindicatos.

O papel do sindicato vai além da defesa trabalhista: atua como mediador, fiscalizador e defensor da escola pública gratuita, inclusiva e de qualidade, resistindo às pressões privatistas e ideológicas que ameaçam a educação como direito humano.

Em síntese, a experiência catarinense demonstra que a educação de qualidade depende de políticas públicas consistentes, do fortalecimento sindical e da vigilância crítica sobre governos e legislações, garantindo que professores e estudantes possam exercer plenamente seu papel social e pedagógico.

Literamente agimos indidualmente,  como heróis reprentando a categoria na assembleia estadual contra o governo estadual que demonstrou para que veio, apenas satisfazer as ideologias do bolsonarismo. 

Infelizmente estamos reféns de ações jurídicas contra o governo estadual do Jorginho como ocorreu com as leis de cotas, lei contra banheiro unissex, escola sem partido, código de conduta etc que são inconstitucionais.  

A nossa categoria age como público olhando do camarote às ações do sindicato fazendo críticas como se fossem do governo com medo de perder emprego e privatizações. 

Temos que agir rápido e organizados, nossa incompetência se assim podemos chegarmos nossas impotência e desafios estruturais e a complexidade deste governo estadual. 

O SINTE de Joinville fez ação inteligente de fazer reunião no sábado à assembleia regional.  A organização sindical estadual ainda não entendeu a realidade?

Vamos pedir para a coordenação estadual para fazerem assembleia estadual num sábado e tentar garantir força?

Então não colocar a  responsabilidade  totalmente na categoria, mesmo sendo professores. Estamos tentando sobreviver diante tantas cobranças, família, obrigações que não dá para culpar os que estão no camarote. 

Nosso sindicato está afastado da base há muitos anos e, sinceramente, se não tem consciência de classe trabalhadora também estaria nesse camarote?

Esse é o desafio da categoria, todos somos o sindicato. A coordenação estadual e regional é a estrutura de organização sindical  que busca garantir os direitos da categoria.

Somos uma categoria formada na lógica institucional e vertical, treinada para obedecer normas e metas. Porém, a realidade do trabalho exige aprender a atuar de forma horizontal, coletiva e solidária?

 O sindicato precisa estimular práticas espontâneas de base, não apenas estruturas burocráticas. Mutirões, assembleias e ações diretas constroem pertencimento e consciência de classe. Só a organização horizontal garante direitos diante da precarização estrutural.

Não se deve atacar pessoas, mas sim criticar ideias e estruturas, o que é básico em qualquer pensamento crítico. Fundamentalismo começa quando toda crítica vira “traição” e todo debate vira “ataque”. 

Se discordar da linha oficial já é ser inimigo, então não é esquerda, é seita. Política sem autocrítica vira dogma, não emancipação. E dogma, venha de onde vier, só produz silêncio e obediência.

Não é que o sindicato seja fraco, é que ele passou a integrar o mesmo sistema que deveria enfrentar. A estrutura sindical se institucionalizou, afastando-se da base e da realidade concreta do trabalho docente. A luta coletiva foi substituída por gestão burocrática e discurso político repetitivo. 

O conflito deixou de ser com o Estado e passou a ser com a própria categoria crítica. Assim, o sindicato preserva sua forma, mas perde sua função histórica.

Os sindicatos de professores no Brasil se dividem entre radicais, programáticos, conciliadores e pelegos, todos atravessados pela contradição da institucionalização. Quanto mais se tornam parte do aparato estatal, mais perdem capacidade de mobilização real da base. 

A esquerda defende historicamente a autonomia sindical como pilar da democracia social. A direita liberal-conservadora busca enfraquecer os sindicatos por meio de reformas e flexibilizações. O conflito é estrutural e jurídico, pois envolve o próprio sentido da democracia garantida pela Constituição de 1988.


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Sobre PSTU (trotskismo)
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Sobre PCO (trotskismo ortodoxo)
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Obras-chave para análise comparativa (as mais importantes)
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 Cientificamente que:
PCB → marxismo clássico, institucional, gramsciano.
PSTU / PCO → trotskismo, antiinstitucional, anti-conciliação.
UP → marxismo-leninismo, estratégia de partido de quadros.
E cruzar com:
ANTUNES (2009), BOITO (2018) e DARDOT & LAVAL (2016) para mostrar que todos operam dentro da forma sindical estatal, mesmo quando o discurso é revolucionário.


















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