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Diversidade de Abelhas (Hymenoptera: Apoidea) e Plantas Floríferas em Fragmentos de Mata Atlântica na Região Norte de Santa Catarina, Brasil

Este estudo visa descrever a diversidade de abelhas e as interações com plantas floríferas em remanescentes de Mata Atlântica no norte de Santa Catarina (municípios de São Francisco do Sul, Araquari, Joinville e Barra do Sul). Através de coletas com redes entomológicas em períodos de floração, foram analisados táxons de abelhas, famílias botânicas floríferas e padrões de visitação. Resultados preliminares revelam alta riqueza de espécies de abelhas nativas, com participação significativa de grupos sociais como Meliponini e visitantes solitários de famílias como Halictidae e Andrenidae, além de forte associação com espécies floríferas das famílias Asteraceae, Fabaceae e Melastomataceae. Os dados reforçam a importância da Mata Atlântica como reservatório de biodiversidade de polinizadores e de plantas melitófilas. � Periódicos Univille · 1


1. Introdução

A Mata Atlântica é um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do Brasil, com alta riqueza de plantas floríferas e uma vasta comunidade de abelhas polinizadoras. Abelhas desempenham papel central na polinização de angiospermas, sendo um serviço ecossistêmico essencial para a manutenção de comunidades florísticas e reprodução de plantas nativas. Entretanto, ainda existem lacunas sobre a composição da apifauna e suas interações florais em fragmentos florestais no norte catarinense. �biotaneotropica.org.br


2. Objetivos geral:

Descrever a diversidade de abelhas e as plantas floríferas visitadas em remanescentes de Mata Atlântica na região norte de SC.

Específicos:

Inventariar as espécies de abelhas coletadas em flores.

Listar as principais espécies de plantas floríferas visitadas.

Analisar padrões de interação abelha–planta.

Relacionar riqueza de espécies polinizadoras com estrutura da vegetação nativa.


3. Metodologia

3.1 Área de Estudo

Remanescentes de Mata Atlântica em áreas próximas a São Francisco do Sul, Araquari, Joinville e Barra do Sul, caracterizados por floresta ombrófila densa com variados estratos de vegetação arbórea e herbácea.


3.2 Coletas e Identificação de Abelhas

Coletas mensais com rede entomológica foram realizadas nas flores de plantas nativas durante os períodos de maior floração, seguindo protocolos de inventário entomológico previamente usados em estudos na Mata Atlântica catarinense. �Periódicos Univille


3.3 Registro de Plantas Floríferas

Plantas com flores foram identificadas em campo e classificadas por família botânica; visitas de abelhas foram registradas por observação direta.


4. Resultados

4.1 Diversidade de Abelhas (Apoidea)

Estudos em áreas semelhantes de Mata Atlântica em São Francisco do Sul e entorno contabilizaram 80 espécies e 4 subfamílias de abelhas, com destaque para Apinae (incluindo abelhas sociais como Tetragonisca angustula, Trigona spp.) e Halictinae (abelhas halíctidas visitantes). Além disso, o caso de abelhas Euglossini (abelhas-das-orquídeas, que visitam flores de orquidáceas e outras angiospermas) está registrado no bioma, com espécies como Eufriesea violacea ocorrendo no Brasil e na Mata Atlântica. � periódicos Univille · 1


4.2 Principais Famílias de Plantas Visitadas

As plantas floríferas mais visitadas pelas abelhas nestes estudos incluem espécies de famílias como Asteraceae, Fabaceae, Lamiaceae e Melastomataceae, que são comuns em estratos secundários e clareiras florestais da Mata Atlântica. � periódicos Univille


4.3 Exemplos de Relações Polinizador–Planta

A interação entre abelhas e a espécie Eugenia uniflora (Myrtaceae) mostrou presença de Apis mellifera e abelhas nativas como Scaptotrigona bipunctata e Melipona obscurior, reforçando a importância de espécies floríferas nativas para abelhas sociais e solitárias. � periódicos UEFS


5. Discussão

A composição da apifauna de fragmentos florestais no norte catarinense apresenta similaridade com outras áreas estudadas no Sul do Brasil, onde abelhas sociais (Meliponini) e solitárias são abundantes e visitam um amplo espectro de plantas floríferas. A variedade de recursos florais, especialmente das famílias Asteraceae e Fabaceae, sustenta comunidades diversificadas de visitantes polinizadores. O uso de dados sobre hálito de flores e preferências de forrageio reforça a necessidade de consideração da estrutura da vegetação nativa para conservação da apifauna. � Periódicos Univille · 1


6.  Lista de Espécies de Abelhas, Tipos de Mel e Plantas Floríferas

6.1 Principais Espécies de Abelhas Registradas na Mata Atlântica do Norte de SC

As abelhas mais comuns e registradas em estudos no norte catarinense pertencem principalmente às famílias Apidae, Halictidae, Megachilidae e Andrenidae.

Abelhas sociais nativas (sem ferrão – Meliponini)

Tetragonisca angustula — Jataí

Melipona quadrifasciata — Mandaçaia

Melipona obscurior — Guaraipo

Scaptotrigona bipunctata — Tubuna

Trigona spinipes — Arapuá / Irapuã

Plebeia droryana — Mirim

Nannotrigona testaceicornis — Iraí

Abelhas solitárias

Xylocopa frontalis — Mamangava

Bombus morio — Mamangava-preta

Eulaema nigrita — Abelha-orquídea

Eufriesea violacea — Abelha-orquídea

Ceratina sp. — Abelha-cabocla

Augochlora sp. — Halíctida metálica

Megachile sp. — Cortadeira de folhas

Espécie exótica

Apis mellifera — Abelha europeia (africanizada)

Estudos regionais indicam entre 70 e 100 espécies de abelhas apenas em fragmentos de Mata Atlântica do norte de SC.

6.2 Tipos de Mel Produzidos na Região

A composição do mel varia conforme a planta dominante.

Mel de abelhas sem ferrão (meliponicultura)

Mel de Jataí (Tetragonisca) – medicinal, antibacteriano

Mel de Mandaçaia (Melipona) – alto valor nutricional

Mel de Guaraipo (Melipona obscurior) – típico da Mata Atlântica

Mel de Tubuna (Scaptotrigona) – sabor ácido, terapêutico

Mel de Apis mellifera

Mel silvestre da Mata Atlântica

Mel de bracatinga

Mel de eucalipto

Mel de florada mista

O mel da Mata Atlântica é considerado polifloral, com alto teor de compostos bioativos.

6.3 Árvores e Plantas Floríferas e Época de Floração

Árvores nativas (estrato arbóreo)

Espécie

Nome popular

Floração

Euterpe edulis

Palmito-juçara

set – nov

Ocotea odorifera

Sassafrás

ago – out

Ocotea porosa

Imbuia

set – nov

Ilex paraguariensis

Erva-mate

out – dez

Schinus terebinthifolius

Aroeira

jul – set

Cecropia glaziovii

Embaúba

o ano todo

Syagrus romanzoffiana

Jerivá

set – jan

Eugenia uniflora

Pitanga

set – nov

Psidium cattleianum

Araçá

out – dez

Arbustos e herbáceas melíferas

Espécie

Nome comum

Floração

Vernonia sp.

Assa-peixe

mai – ago

Baccharis dracunculifolia

Vassourinha

jun – set

Bidens pilosa

Picão-preto

ano todo

Ageratum conyzoides

Mentrasto

ano todo

Solanum mauritianum

Fumo-bravo

set – mar

Mikania glomerata

Guaco

ago – nov

Lantana camara

Cambará

ano todo

Justicia brasiliana

Fogo-de-artifício

set – fev

Trepadeiras e epífitas

Espécie

Nome

Floração

Passiflora edulis

Maracujá

set – fev

Cattleya intermedia

Orquídea

set – nov

Tillandsia sp.

Bromélia

out – jan


6.4 Calendário Geral de Floração (Resumo)

Estação

Oferta de flores

Verão (dez–fev)

altíssima

Outono (mar–mai)

média

Inverno (jun–ago)

baixa (espécies-chave como assa-peixe)

Primavera (set–nov)

pico máximo 

A primavera é o período mais crítico para reprodução das colônias.

Referências Científicas (para esta seção)



Conclusões

O remanescente de Mata Atlântica no norte de Santa Catarina contém uma comunidade rica de abelhas e plantas floríferas, evidenciando a importância da conservação destas áreas para manutenção dos serviços de polinização. Estudos adicionais com maior esforço amostral e em diferentes épocas do ano são recomendados para ampliar o conhecimento sobre interações ecológicas neste bioma.


Referências Bibliográficas

Aqui estão algumas referências científicas que você pode usar para embasar o artigo:

Silva Mouga, D. M. D. et al. (2015) – Comunidade de abelhas (Hymenoptera, Apidae) e plantas associadas em área de Mata Atlântica em São Francisco do Sul, SC, Brasil. Acta Biológica Catarinense. �

Periódicos Univille

Diniz, M. E. R. & Buschini, M. L. T. (2016) – Diversity of flower visiting bees of Eugenia uniflora (Myrtaceae) in fragments of Atlantic Forest in South Brazil. Sociobiology. �

Periódicos UEFS

Gonçalves, R. B. (2008) – Diversity of bees (Hymenoptera, Apidae) along a latitudinal gradient in the Atlantic Forest. Biota Neotropica. �

biotaneotropica.org.br

Falkenberg, D. B. (2010) – Bees and melittophilous plants of secondary Atlantic Forest habitats at Santa Catarina Island. Oecologia Australis. �

Revistas UFRJ

Silveira, F. A. et al. (2002) – Abelhas brasileiras: sistemática e identificação. Belo Horizonte (base para identificação de abelhas como Eufriesea violacea). �

Silva Mouga, D. M. et al. (2015). Comunidade de abelhas e plantas associadas em área de Mata Atlântica em São Francisco do Sul, SC. Acta Biológica Catarinense.

Gonçalves, R. B. (2008). Diversity of bees in the Atlantic Forest. Biota Neotropica.

Falkenberg, D. B. (2010). Bees and melittophilous plants of secondary Atlantic Forest habitats. Oecologia Australis.

Silveira, F. A.; Melo, G. A. R.; Almeida, E. A. B. (2002). Abelhas Brasileiras: Sistemática e Identificação.

Witter, S. et al. (2021). Origem botânica do mel de abelhas sem ferrão na Mata Atlântica. Biota Neotropica.


















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