A DINÂMICAS IDEOLÓGICAS, NARRATIVAS PARTIDÁRIAS E VIABILIDADE ELEITORAL EM SANTA CATARINA e a construção de Projetos Políticos comprometidos com causas populares: desafios, limites e perspectivas para a representação da classe trabalhadora em nível regional
A presente análise a construção de projetos políticos de esquerda no Brasil, com ênfase na representação da classe trabalhadora em contextos regionais, como o estado de Santa Catarina. A pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica de caráter qualitativo, abordando conceitos de esquerda, dinâmica partidária e desafios institucionais. Conclui-se que a consolidação de alternativas políticas mais alinhadas aos interesses populares depende de processos históricos de organização, formação de lideranças e disputas estruturais no interior do sistema político. Está análise as dinâmicas ideológicas e a viabilidade eleitoral no estado de Santa Catarina, considerando a interação entre partidos conservadores, progressistas, fisiológicos e de esquerda radical. A pesquisa baseia-se em dados empíricos e literatura especializada, evidenciando a predominância de um eleitorado com inclinação conservadora e a centralidade do pragmatismo político na formação de coalizões. Discute-se o papel das narrativas partidárias na construção de lideranças e na formulação de agendas públicas, com destaque para estratégias conciliadoras voltadas à geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Conclui-se que a viabilidade eleitoral no estado está associada à moderação discursiva, à eficiência administrativa e à capacidade de articulação entre diferentes campos ideológicos.
Palavras-chave: classe trabalhadora; partidos políticos; democracia; comportamento eleitoral; partidos políticos; Santa Catarina; ideologia; governabilidade.
1. Introdução
A política brasileira contemporânea é marcada por intensas disputas ideológicas e pela dificuldade de consolidação de projetos políticos capazes de representar, de forma consistente, os interesses da classe trabalhadora.
Nesse contexto, a esquerda política assume papel central na defesa de direitos sociais, democracia e inclusão, embora enfrente limites institucionais e estruturais.
O sistema político brasileiro é caracterizado por elevada fragmentação partidária e por dinâmicas ideológicas complexas, que variam conforme o contexto regional.
Em Santa Catarina, observa-se a predominância de um eleitorado com tendências conservadoras, o que influencia diretamente a competitividade eleitoral e a construção de estratégias políticas.
Nesse cenário, diferentes tipos de partidos — conservadores, progressistas, fisiológicos e de esquerda radical — estruturam suas narrativas programáticas com base em interesses, valores e objetivos distintos.
A compreensão dessas narrativas é fundamental para analisar a viabilidade eleitoral e a formação de lideranças políticas no estado.
Além disso, o contexto contemporâneo é marcado pela necessidade de construção de agendas conciliadoras, capazes de articular crescimento econômico, inclusão social e estabilidade institucional.
Dessa forma, o presente artigo busca compreender como essas dinâmicas se organizam e quais estratégias se mostram mais eficazes no cenário catarinense.
2. Referencial teórico
A distinção entre conservadores e progressistas possui caráter histórico e conceitual variável, dependendo do contexto político e cultural. De forma geral, a esquerda está associada à defesa da igualdade social, redistribuição de renda e fortalecimento de políticas públicas.
No Brasil, a formação da esquerda está profundamente ligada aos movimentos sociais e às lutas por democratização, especialmente após o período da ditadura militar.
A chamada “nova esquerda” incorporou valores como direitos humanos e participação democrática como elementos estruturantes.
Além disso, teorias críticas como a teoria da dependência, desenvolvida por Theotônio dos Santos, apontam que o subdesenvolvimento latino-americano está relacionado à inserção periférica no capitalismo global, reforçando a necessidade de políticas estruturais de transformação social.
3. O protagonismo e o sistema político brasileiro
Embora partidos programáticos tenham obtido vitórias eleitorais ao longo da história recente, há limitações na capacidade de governar plenamente devido à fragmentação partidária e às disputas institucionais. Segundo Luiz Carlos Bresser-Pereira, os progressistas frequentemente vence eleições, mas enfrenta dificuldades para implementar seus projetos em função das estruturas de poder existentes.
O sistema político brasileiro caracteriza-se por elevada pluralidade partidária e volatilidade ideológica, o que dificulta a consolidação de agendas consistentes de longo prazo.
4. Desafios regionais: o caso de Santa Catarina
Em estados como Santa Catarina, observa-se uma predominância histórica de forças políticas conservadoras, o que impõe desafios adicionais à construção de alternativas de esquerda.
A ausência de lideranças consolidadas e a fragilidade organizativa dificultam a representação efetiva dos interesses dos trabalhadores em nível estadual.
Nesse sentido, a construção de um projeto político consistente requer investimento contínuo na formação de lideranças, participação popular e articulação entre movimentos sociais e partidos políticos.
5. Perspectivas para lideranças progressistas mais estruturada
A literatura aponta que a construção de projetos políticos transformadores depende de três fatores principais:
Organização social e base popular – articulação com movimentos sociais e sindicatos;
Formação política – desenvolvimento de lideranças com capacidade crítica e atuação estratégica;
Disputa institucional – participação contínua em processos eleitorais e institucionais.
Além disso, experiências históricas mostram que a consolidação de lideranças políticas é um processo gradual, que envolve sucessivas disputas eleitorais e acúmulo de capital político.
6. A construção de lideranças políticas comprometidas com causas populares em Santa Catarina
A construção de lideranças políticas comprometidas com causas populares, especialmente aquelas relacionadas à geração de renda e à melhoria da qualidade de vida, constitui um desafio estratégico no contexto catarinense. Considerando o perfil ideológico predominante no estado, tais lideranças devem adotar abordagens pragmáticas, evitando enquadramentos exclusivamente ideológicos e priorizando soluções concretas para problemas socioeconômicos.
Nesse sentido, a literatura sobre comportamento político aponta que a legitimidade de lideranças emergentes está diretamente associada à sua capacidade de articulação com demandas reais da população, tais como emprego, acesso à saúde, educação de qualidade e infraestrutura urbana.
A construção de capital político, portanto, depende da proximidade com a base social e da atuação em territórios específicos, sobretudo em regiões periféricas e municípios com menor desenvolvimento econômico.
Além disso, a formação de lideranças políticas eficazes requer investimento em educação política e desenvolvimento de competências técnicas e comunicacionais.
Programas de formação cidadã e participação em organizações da sociedade civil desempenham papel relevante na consolidação de lideranças capazes de dialogar com diferentes segmentos sociais, ampliando sua base de apoio sem comprometer a coerência programática.
Outro aspecto relevante refere-se à necessidade de construção de narrativas políticas centradas em resultados concretos, e não apenas em disputas ideológicas.
Em contextos marcados pela desconfiança institucional, lideranças que demonstram eficiência administrativa e compromisso com políticas públicas inclusivas tendem a obter maior aceitação eleitoral.
Por fim, destaca-se que a viabilidade dessas lideranças em Santa Catarina está condicionada à capacidade de estabelecer alianças amplas e estratégicas, incorporando atores diversos, como movimentos sociais, setor produtivo e instituições públicas.
Essa articulação amplia o alcance político e fortalece a implementação de políticas voltadas à redução das desigualdades e à promoção do desenvolvimento sustentável.
7 Convergências e divergências entre partidos políticos no território catarinense
No contexto político de Santa Catarina, observa-se que, apesar da diversidade ideológica entre os partidos, existem importantes pontos de convergência que sustentam a dinâmica institucional e a governabilidade.
Entre esses aspectos, destacam-se a valorização do desenvolvimento econômico regional, o incentivo à atividade empresarial — especialmente nos setores industrial e agropecuário — e a defesa de melhorias em infraestrutura e serviços públicos. Tais elementos são compartilhados por diferentes legendas, independentemente de sua posição no espectro ideológico, refletindo demandas estruturais do eleitorado catarinense.
Por outro lado, as divergências entre os partidos manifestam-se principalmente no grau de intervenção do Estado na economia, na formulação de políticas sociais e nas pautas relacionadas a direitos civis e ambientais.
Partidos de orientação conservadora tendem a priorizar o livre mercado, a responsabilidade fiscal e valores tradicionais, enquanto partidos progressistas defendem maior atuação estatal, políticas redistributivas e ampliação de direitos sociais.
Já partidos de esquerda mais radical propõem transformações estruturais no sistema econômico, enquanto legendas de perfil pragmático ou fisiológico adotam posições flexíveis conforme o contexto político.
Adicionalmente, as divergências também se expressam nas estratégias de atuação política. Enquanto alguns partidos enfatizam a construção de bases sociais e mobilização popular, outros priorizam a articulação institucional e a formação de coalizões. Essa pluralidade de estratégias contribui para a complexidade do sistema político estadual.
Apesar dessas diferenças, a necessidade de governabilidade em um sistema multipartidário favorece a formação de alianças transversais, aproximando partidos com posições distintas em torno de agendas comuns.
Nesse sentido, o cenário catarinense evidencia que a convergência pragmática frequentemente se sobrepõe às divergências ideológicas, especialmente em contextos eleitorais e de gestão pública.
8. Partidos políticos e construção de uma agenda conciliadora para o desenvolvimento em Santa Catarina
A construção de uma agenda política conciliadora em Santa Catarina, orientada à geração de renda e à melhoria da qualidade de vida, demanda articulação com partidos que apresentem perfil pragmático e capacidade de diálogo interideológico. Nesse contexto, legendas com histórico de moderação e atuação institucional, como Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Social Democrático (PSD), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e União Brasil, configuram-se como potenciais eixos de sustentação de uma proposta de centro ampliado. Adicionalmente, partidos como Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) podem contribuir com pautas sociais, desde que integrados a uma plataforma programática moderada.
Sob a perspectiva teórica, a construção dessa liderança conciliadora pode ser compreendida a partir do conceito de capital político em Pierre Bourdieu, no qual a legitimidade decorre da capacidade de articulação entre diferentes campos sociais. Já em Antonio Gramsci, a noção de hegemonia evidencia a importância da construção de consensos amplos na sociedade civil. Por sua vez, Robert D. Putnam destaca o papel do capital social e da confiança institucional como fundamentos para a eficácia das políticas públicas.
No âmbito de um plano de governo, a agenda conciliadora deve priorizar políticas públicas orientadas a resultados, como: (i) programas de estímulo à economia local e ao empreendedorismo; (ii) investimentos em educação técnica e profissionalizante; (iii) ampliação do acesso à saúde e infraestrutura básica; e (iv) fortalecimento da governança regional. Tais diretrizes permitem a construção de uma base política ampla, capaz de dialogar com diferentes segmentos sociais sem acirrar divisões ideológicas.
Por fim, a viabilidade dessa proposta depende da formação de coalizões estáveis e da construção de uma narrativa política centrada na eficiência, na inclusão social e na sustentabilidade do desenvolvimento. Nesse sentido, a articulação entre partidos de centro e setores moderados de diferentes espectros ideológicos configura-se como estratégia fundamental para a consolidação de lideranças políticas competitivas em Santa Catarina.
9 Narrativas de partidos fisiológicos: características e orientações ideológicas
Os chamados partidos fisiológicos no sistema político brasileiro são caracterizados por uma atuação pragmática, frequentemente orientada pela ocupação de espaços institucionais e pela negociação de recursos e cargos, mais do que por uma coerência ideológica rígida. Em Santa Catarina, essas legendas desempenham papel relevante na formação de coalizões e na governabilidade, adaptando seus discursos conforme o contexto político.
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – Perfil centrista e pragmático, com forte presença institucional e ênfase em governabilidade e articulação política.
Partido Social Democrático (PSD) – Atuação moderada, foco em gestão pública, desenvolvimento econômico e ampla capacidade de alianças.
União Brasil – Combinação de liberalismo econômico com pragmatismo político, priorizando estabilidade institucional e coalizões amplas.
Progressistas (PP) – Forte inserção regional, atuação pragmática e defesa de interesses setoriais, especialmente no agronegócio e infraestrutura.
Partido Liberal (PL) – Embora possua identidade ideológica mais definida em alguns contextos, apresenta também flexibilidade estratégica em alianças.
Republicanos – Combina pautas conservadoras com atuação pragmática, especialmente na construção de bases eleitorais e institucionais.
Podemos – Discurso voltado à renovação política e combate à corrupção, aliado a práticas de articulação flexíveis.
Avante – Atuação pragmática, com baixa rigidez ideológica e foco em inserção institucional.
Solidariedade – Defesa de pautas trabalhistas combinada com flexibilidade política e capacidade de negociação.
De modo geral, esses partidos apresentam como característica central a adaptabilidade ideológica, priorizando a construção de maiorias políticas e a participação em governos. Tal dinâmica reforça seu papel estratégico na sustentação de coalizões e na implementação de políticas públicas, especialmente em sistemas multipartidários como o brasileiro.
10 Narrativas programáticas da esquerda socialista e revolucionária no Brasil
Os partidos de esquerda socialista e revolucionária no Brasil apresentam narrativas programáticas fundamentadas na crítica estrutural ao capitalismo e na defesa de transformações profundas nas relações econômicas e sociais. Em Santa Catarina, embora possuam menor inserção eleitoral, essas organizações contribuem para o debate político ao enfatizar pautas de classe e mobilização popular.
Partido da Causa Operária (PCO) – Defende a mobilização direta da classe trabalhadora, a crítica às instituições liberais e a construção de um governo operário, com forte ênfase na luta contra o imperialismo e na autonomia política das massas.
Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Propõe a superação do capitalismo por meio de uma transição socialista, com centralidade no planejamento econômico, fortalecimento do setor público e protagonismo da classe trabalhadora organizada.
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – Estrutura sua narrativa na luta por direitos trabalhistas, internacionalismo e ruptura com o sistema capitalista, defendendo a construção de um governo dos trabalhadores baseado em conselhos populares.
Unidade Popular pelo Socialismo (UP) – Enfatiza a organização popular, políticas de base comunitária e a defesa de direitos sociais fundamentais, como moradia, alimentação e trabalho, articulados a um projeto de transformação social mais amplo.
De modo geral, essas organizações convergem na defesa da centralidade da classe trabalhadora, na crítica ao modelo econômico vigente e na proposição de alternativas estruturais ao sistema capitalista, diferenciando-se dos demais partidos progressistas por sua orientação mais radical e transformadora.
11 Narrativas de partidos conservadores em Santa Catarina: caracterização programática
No contexto político de Santa Catarina, partidos conservadores estruturam suas narrativas a partir de valores como ordem social, livre iniciativa econômica e redução da intervenção estatal. A seguir, apresenta-se uma síntese das principais legendas e seus eixos programáticos predominantes:
Partido Liberal (PL) – Defesa do liberalismo econômico, redução de impostos, valorização da segurança pública e pautas conservadoras nos costumes.
Progressistas (PP) – Ênfase no agronegócio, desenvolvimento regional, infraestrutura e políticas pró-mercado.
Republicanos – Valorização da família, políticas sociais focalizadas e fortalecimento de parcerias com organizações comunitárias.
Partido Social Democrático (PSD) – Perfil pragmático, defesa do desenvolvimento econômico com equilíbrio institucional e alianças amplas.
União Brasil – Agenda liberal moderada, com foco em crescimento econômico, modernização do Estado e estabilidade política.
Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – Discurso conservador com ênfase em valores tradicionais e crítica à ampliação do Estado.
Patriota – Defesa do nacionalismo, fortalecimento institucional e pautas de segurança pública.
Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) – Ênfase em ordem social, valores cívicos e desenvolvimento econômico com viés nacionalista.
Podemos – Combate à corrupção, eficiência do Estado, responsabilidade fiscal e renovação política.
De modo geral, tais partidos apresentam convergência em temas como responsabilidade fiscal, incentivo à iniciativa privada e valorização da segurança pública, ainda que com variações quanto ao grau de conservadorismo nos costumes e ao papel do Estado na economia
12 Prefeitos envolvidos em escândalos de corrupção em SC (2020–2026)
📍 Lista com nomes e municípios (confirmados)
Ari Bagúio (PL) — Ponte Alta do Norte � CartaCapital
Douglas Elias Costa (PL) — Barra Velha �CartaCapital
Luiz Henrique Saliba (PP) — Papanduva � cartaCapital
Antônio Rodrigues (PP) — Balneário Barra do Sul �cartaCapital
Antônio Ceron (PSD) — Lages �cartaCapital
Vicente Corrêa Costa (PL) — Capivari de Baixo �
CartaCapital
Marlon Neuber (PL) — Itapoá � cartaCapital
Joares Ponticelli (PP) — Tubarão �cartaCapital
Luiz Carlos Tamanini (MDB) — Corupa cartaCapital
Deyvisonn de Souza (MDB) — Pescaria Brava �cartaCapital
Armindo Sesar Tassi (MDB) — Massaranduba �cartaCapital
📍 Outros nomes confirmados em operações (lista ampliada)
Orildo Antônio Severgnini (MDB) — Major Vieira �
Jornal A Gazeta
Adelmo Alberti (PSL) — Bela Vista do Toldo �jornal A Gazeta
Beto Passos (PSD) — Canoinhas �jornal A Gazeta
Adriano Poffo (MDB) — Ibirama �jornal A Gazeta
SC teve 27 a 29 prefeitos presos/investigados por corrupção recente �nSC Total · 1
Nem todos foram cassados:
muitos renunciaram
outros foram afastados
apenas uma parte teve cassação formal do mandato �nD Mais
🧠 Leitura analítica (para seu artigo)
Os casos são suprapartidários (MDB, PL, PP, PSD, etc.) �vEJA
Forte concentração em esquemas de:
coleta de lixo
licitações
transporte escolar �nSC Total
Santa Catarina registrou cerca de 30 prefeitos presos/investigados por corrupção, dos quais uma parcela menor teve mandato cassado, evidenciando um fenômeno sistêmico e multipartidário.
13 Narrativas de partidos progressistas programáticos: diretrizes e eixos de atuação
Os partidos progressistas programáticos no Brasil estruturam suas narrativas a partir da promoção da justiça social, redução das desigualdades e ampliação de direitos. Em Santa Catarina, tais partidos buscam adaptar essas diretrizes a um contexto regional específico, priorizando políticas públicas com impacto direto na qualidade de vida. A seguir, apresentam-se dez eixos narrativos predominantes:
Partido dos Trabalhadores (PT) – Defesa da inclusão social, políticas redistributivas, fortalecimento do Estado e ampliação de direitos trabalhistas.
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – Ênfase em justiça social, participação popular, direitos humanos e crítica às desigualdades estruturais.
Partido Socialista Brasileiro (PSB) – Proposta de desenvolvimento com inclusão social, equilíbrio entre crescimento econômico e políticas públicas.
Partido Democrático Trabalhista (PDT) – Valorização da educação pública, desenvolvimento nacional e fortalecimento do trabalho.
Rede Sustentabilidade – Centralidade da sustentabilidade ambiental, economia verde e ética na política.
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – Defesa do desenvolvimento com soberania nacional, justiça social e ampliação de políticas públicas.
Partido Verde (PV) – Ênfase em sustentabilidade, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Cidadania – Defesa de direitos civis, transparência, educação e inovação institucional.
Solidariedade – Foco em políticas de emprego, proteção social e fortalecimento das relações de trabalho.
Partido da Mulher Brasileira (PMB) – Defesa da igualdade de gênero, inclusão social e ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres.
De modo geral, esses partidos convergem na defesa de políticas públicas inclusivas, ampliação de direitos sociais e redução das desigualdades, ainda que apresentem diferenças quanto à intensidade da intervenção estatal e às estratégias de implementação.
Considerações finais
A construção de uma alternativa política de esquerda mais consistente no Brasil, especialmente em nível regional, depende de processos históricos complexos que envolvem organização social, disputa institucional e formação de lideranças. Mais do que a existência de um líder isolado, é fundamental a construção coletiva de um projeto político capaz de enfrentar desigualdades estruturais e ampliar direitos sociais.
A análise das dinâmicas ideológicas em Santa Catarina evidencia a predominância de um ambiente político conservador, no qual candidaturas associadas ao centro e ao pragmatismo tendem a apresentar maior viabilidade eleitoral. A fragmentação partidária e a diversidade de narrativas programáticas reforçam a importância da construção de coalizões amplas e da adoção de discursos moderados.
Observa-se que partidos conservadores dominam o cenário eleitoral, enquanto partidos progressistas e de esquerda radical possuem menor inserção, embora contribuam significativamente para o debate público. Já os partidos fisiológicos desempenham papel estratégico na governabilidade, atuando como mediadores na formação de maiorias políticas.
Nesse contexto, catarinense a construção de lideranças políticas eficazes depende da capacidade de articulação entre diferentes campos ideológicos, da proximidade com as demandas sociais e da apresentação de soluções concretas para problemas estruturais, como geração de renda e melhoria da qualidade de vida.
Assim, conclui-se que a viabilidade eleitoral em Santa Catarina está menos associada à identidade ideológica rígida e mais vinculada à capacidade de diálogo, gestão eficiente e construção de consensos.
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Interpretação das imagens sobre Viabilidade Eleitoral (Campo Político)
Este gráfico ilustra os conceitos de viabilidade eleitoral baseados na eficiência administrativa e na capacidade de conciliação, conforme discutido nas seções 5, 6 e 13.
- O eixo X representa o grau de moderação e capacidade de conciliação (essencial para o "campo político").
- O eixo Y representa a percepção de eficiência administrativa.
- A bolha central simboliza o campo político onde a viabilidade eleitoral é maior em Santa Catarina, atraindo forças conservadoras e progressistas dispostas a acordos pragmáticos.
Imagem gerada pela gemini e textos da análise chatgpt a partir de perguntas científica especializadas, mesmo que "inteligência artificial " foram 4 horas que empreendi para obter esses resultados espero tenha gostado se tiver crítica deixe nos comentários.

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