Parece simplesmente buscar os
significados dessas quatro palavras. O que são indivíduos a nossa sociedade que
é individualizada, na realidade existem aqueles que não consomem.
Quando pensamos em consumismo
referimos a perda do equilíbrio no sentido de necessário. O individualismo a parte ruim da sociedade do
capital em que as pessoas só olham para si.
O estudo sócio-técnico dos
mecanismos de controle, apreendidos em sua aurora, deveria ser categorial e
descrever o que já está em vias de ser implantado no lugar dos meios de
confinamento disciplinares, cuja crise todo mundo anuncia. Pode ser que meios
antigos, tomados de empréstimo às antigas sociedades de soberania, retornem à
cena, mas devidamente adaptados. O que conta é que estamos no início de alguma
coisa. No regime das prisões: a busca de penas "substitutivas", ao
menos para a pequena delinqüência, e a utilização de coleiras eletrônicas que
obrigam o condenado a ficar em casa em certas horas. No regime das escolas: as
formas de controle contínuo, avaliação contínua, e a ação da formação
permanente sobre a escola, o abandono correspondente de qualquer pesquisa na
Universidade, a introdução da "empresa" em todos os níveis de
escolaridade. No regime dos hospitais: a nova medicina "sem médico nem
doente", que resgata doentes potenciais e sujeitos a risco, o que de modo
algum demonstra um progresso em direção à individuação, como se diz, mas
substitui o corpo individual ou numérico pela cifra de uma matéria
"dividual" a ser controlada. No regime da empresa: as novas maneiras
de tratar o dinheiro, os produtos e os homens, que já não passam pela antiga
forma-fábrica. São exemplos frágeis, mas que permitiriam compreender melhor o
que se entende por crise das instituições, isto é, a implantação progressiva e
dispersa de um novo regime de dominação. Uma das questões mais importantes
diria respeito à inaptidão dos sindicatos: ligados, por toda sua história, à
luta contra disciplinas ou nos meios de confinamento, conseguirão adaptar-se ou
cederão o lugar a novas formas de resistência contra as sociedades de controle?
Será que já se pode apreender esboços dessas formas por vir, capazes de
combater as alegrias do marketing? Muitos jovens pedem estranhamente para serem
"motivados", e solicitam novos estágios e formação permanente; cabe a
eles descobrir a que estão sendo levados a servir, assim como seus antecessores
descobriram, não sem dor, a finalidade das disciplinas. Os anéis de uma
serpente são ainda mais complicados que os buracos de uma toupeira. (DELEUZE,
1992, p. 219 - 226).
Se deixar moldar aos interesses
dos empresários como forma de controle escolar como produto da sociedade
individuo em formação permanente. Nem todos estão inseridos nesta sociedade das
cifras de chavões de palavras de ordens de integrar ou resistir.
As amostras massificadas como
dados de mercado ou bancos. A ordem é
surfar entre serpente e toupeira, produto descontinuo. A mutação do capitalismo
com controle do indivíduo em que se
fazia a concentração para a produção e a
propriedade. De um capitalismo de de propriedades de meios de produção. A especialização e a colonização serviço e ações, produto a venda para o
mercado.
As ideologias neoliberais tipo
empreendedorismo de um mercado que regula tudo, mascara a realidade de
exércitos de massa de reserva que garantem a dominação e exploração a partir da
dívida. Mas temos que compreender essas realidades que podemos estar inseridos
em um novo normal, novo normal permanente pelo menos até o fim da pandemia?
Fonte bibliografica
DELEUZE, Gilles, POST-SCRIPTUM
SOBRE AS SOCIEDADES DE CONTROLE
Conversações: 1972-1990. Rio de
Janeiro: Ed. 34, 1992, p. 219-226.Tradução de Peter Pál Pelbart
<
https://ghiraldelli.pro.br/wp-content/uploads/2020/07/Deleuze-Post-scriptum-sobre-sociedades-de-controle.pdf > acessado em 04 de julho de 2020.
seminário Deleuze 2020. < https://www.youtube.com/watch?v=G1yKkv4u5_s
> acessado em 04 de julho de 2020.
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