Esta análise sobre a evolução histórica do conceito de aquecimento global até sua consolidação como teoria das mudanças climáticas, destacando a contribuição de cientistas como Fourier, Tyndall e Arrhenius. Discute-se a diferença entre ciência e discurso político, demonstrando que a validade de uma teoria científica não depende de consenso ideológico, mas de evidências empíricas, modelos testáveis e capacidade explicativa. O estudo evidencia que a negação das mudanças climáticas decorre, em grande parte, de confusão epistemológica entre ciência e política, e não de refutação científica consistente. Discordar de políticas é legítimo; negar a ciência por causa da política é confundir ideologia com realidade física. Isso não é ceticismo científico, é erro de categoria lógica. Palavras-chave: Mudanças climáticas. Aquecimento global. Epistemologia. Ciência e política. Negacionismo científico. 1. Introdução O debate contemporâneo sobre mudanças climáticas é frequentemente marcado por forte p...