Comentários sobre Política: Politicagem não é política, Política é bem comum!
Osni Valfredo Wagner Resumo Este estudo consiste em alguns comentários sobre
Política: Politicagem não é política, Política é bem comum! E tem objetivo de
compreender a realidade do conceito a partir de uma revisão bibliográfica
buscando interpretações que desvendam e desnaturalizam as ideologias. Por fim
conclui que as elites brancas racistas propagam suas ideologias dominantes de
interesses do capital. Introdução O que se aborda como opinião, achismo e ou
crença não é científico. O conhecimento científico implica a utilização de uma
metodologia, com regras claras que permitirá fazer uma avaliação sobre a
realidade. Em uma ocasião, na aula de Sociologia, vieram perguntas sobre votar
em líderes messiânicos. Como sempre os que se dizem contra ideologias é que mais
vem com ideologias prontas e acabadas como verdades e querem impor para o
coletivo o que aprenderam reproduzindo discursos e retóricas que se dizem que é
a opinião da maioria. Em outros casos chega-se à ideia de que se fazem
julgamentos a partir dessas verdades que se reproduzem das mídias elitistas
brancas racistas e propagam suas ideologias dominantes de interesses do
capital. Tem-se ainda o caso do dualismo dos que são contra ou a favor do
lulopetismo. Um dualismo que parece muito estreito se observamos que existem 35
partidos políticos. Outras perguntas surgem no debate: Quem seria o candidato e
ou candidata que poderia ser melhor para o país? E se os as candidatos (as) que
são honestos, não simpatizamos com as ideologias deles, o que fazer então? De
fato, a realidade brasileira é bastante complexa já que dos trinta e cinco
partidos políticos, temos vinte e oito envolvidos em corrupção. 18 partidos na
lava jato do chamado lulopetismo e 28 partidos políticos envolvidos na empresa
da carne fraca. Na realidade observamos que é a troca de favores e o
enriquecimento ilícito que é um dos grandes motivos da existência de partidos
políticos. Em sua grande maioria, como já frisei, vinte e oito partidos estão
envolvidos em corrupção. Teoricamente só nos faltam sete partidos e certamente
outros partidos surgirão, coisa que a mídia vinha dizendo que deveria diminuir
os partidos políticos. No caso de todos partidos envolvidos em corrupção talvez
nem devessem mais existir, ou pelo menos os filiados não deveriam aceitar como
filiados às pessoas de ficha suja. Política como bem comum! Essa análise nos
remete a pensar a diferença do que é política e do que não é política. Norberto
Bobbio (1909-2004) – um dos maiores cientistas políticos do século XX –, em sua
extensa obra, deixou uma importante contribuição à Ciência Política: seu livro
Teoria Geral da Política: a filosofia política e as lições dos Clássicos.
Vejamos o que ele afirma: I. O SIGNIFICADO CLÁSSICO E MODERNO DE POLÍTICA. —
Derivado do adjetivo originado de pólis (politikós), que significa tudo o que se
refere à cidade e, conseqüentemente, o que é urbano, civil, público, e até mesmo
sociável e social, o termo Política se expandiu graças à influência da grande
obra de Aristóteles, intitulada Política, que deve ser considerada como o
primeiro tratado sobre a natureza, funções e divisão do Estado, e sobre as
várias formas de Governo, com a significação mais comum de arte ou ciência do
Governo, isto é, de reflexão, não importa se com intenções meramente descritivas
ou também normativas, dois aspectos dificilmente discrimináveis, sobre as coisas
da cidade. Ocorreu assim desde a origem uma transposição de significado, do
conjunto das coisas qualificadas de um certo modo pelo adjetivo "político", para
a forma de saber mais ou menos organizado sobre esse mesmo conjunto de coisas:
uma transposição não diversa daquela que deu origem a termos como física,
estética, ética e, por último, cibernética. O termo Política foi usado durante
séculos para designar principalmente obras dedicadas ao estudo daquela esfera de
atividades humanas que se refere de algum modo às coisas do Estado: Política
methodice digesta, só para apresentar um exemplo célebre, é o título da obra com
que Johannes Althusius (1603) expôs uma das teorias da consociatio publica (o
Estado no sentido moderno da palavra), abrangente em seu seio várias formas de
consociationes menores. Na época moderna, o termo perdeu seu significado
original, substituído pouco a pouco por outras expressões como "ciência do
Estado", "doutrina do Estado", "ciência política", "filosofia política", etc,
passando a ser comumente usado para indicar a atividade ou conjunto de
atividades que, de alguma maneira, têm como termo de referência a pólis, ou
seja, o Estado. Dessa atividade a pólis é, por vezes, o sujeito, quando
referidos à esfera da Política atos como o ordenar ou proibir alguma coisa com
efeitos vinculadores para todos os membros de um determinado grupo social, o
exercício de um domínio exclusivo sobre um determinado território, o legislar
através de normas válidas erga omnes, o tirar e transferir recursos de um setor
da sociedade para outros, etc; outras vezes ela é objeto, quando são referidas à
esfera da Política ações como a conquista, a manutenção, a defesa, a ampliação,
o robustecimento, a derrubada, a destruição do poder estatal, etc Prova disso é
que obras que continuam a tradição do tratado aristotélico se intitulam no
século XIX Filosofia do direito (Hegel, 1821), Sistema da ciência do listado
(Lorenz von Stein, 1852-1856), Elementos de ciência política (Mosca, 1896),
Doutrina geral do Estado (Georg Jellinek, 1900). Conserva parcialmente a
significação tradicional a pequena obra de Croce, Elementos de política (1925),
onde Política mantém o significado de reflexão sobre a atividade política,
equivalente, por isso, a "elementos de filosofia política". Uma prova mais
recente é a que se pode deduzir do uso enraizado nas línguas mais difundidas de
chamar história das doutrinas ou das idéias políticas ou, mais genericamente,
história do pensamento político à história que, se houvesse permanecido
invariável o significado transmitido pelos clássicos, teria de se chamar
história da Política, por analogia com outras expressões, como história da
física, ou da estética, ou da ética: uso também aceito por Croce que, na pequena
obra citada, intitula Para a história da filosofia da política o capítulo
dedicado a um breve excursus histórico pelas políticas modernas. (BOBBIO, 1998
p. 954). Primeiramente, a palavra política tem a ver com ‘bem comum’; o que na
maioria das vezes se refere a políticos, como se fossem referindo-os a
corruptos. Temos que dar nomes corretos para os corruptos, são ladrões! Chamar
de político um ladrão é dar elogio a quem não merece, esses ladrões corruptos
fazem politicagem, politiquice e não política. Liberal O pensamento
liberal do século XVIII, analisado pelo Professor Alexsandro Medeiros da
Universidade Federal do Amazonas, Instituto de Ciências Sociais, Educação e
Zootecnia, Campus de Parintins. O liberalismo moderno manteve, contudo, as
principais características do “liberalismo clássico”, como a defesa da
individualidade, da liberdade e a ideia de uma administração econômica com
ênfase no mercado, mas aceitando a participação do Estado da economia. John
Stuart Mill foi um dos autores que mais contribuiu na defesa da liberdade e da
individualidade. Ele concebia a liberdade como uma força construtiva e positiva
que confere aos indivíduos a capacidade de assumir o controle da própria vida,
de adquirir autonomia ou alcançar a realização pessoal [...] ele acreditava
apaixonadamente na individualidade. A liberdade é valiosa, pois permite aos
indivíduos desenvolver e adquirir talentos, habilidades e conhecimento (HEYWOOD,
2010, p. 65). Contudo, os problemas e conflitos existentes na sociedade oriundos
do Capitalismo industrial fizeram os liberais repensar sua forma de justificar
as relações sociais e, embora compartilhassem da crença clássica na ideia de um
indivíduo autossuficiente que assume a responsabilidade pela própria vida,
começaram a se voltar cada vez mais para a coletividade tendo que reconhecer e
admitir que as condições de realização individual só podem ocorrer se as
condições sociais de vida o permitirem. Foi o que deu origem ao chamado
“liberalismo social” entre os modernos. Outro fator que contribuiu para o
desenvolvimento dessa nova forma de liberalismo foi o crescimento da intervenção
estatal na maioria dos países ocidentais, no século XX, como uma tentativa de
superar a pobreza e as desigualdades sociais, fazendo com que os liberais
modernos passassem a defender o modelo de “Estado de bem estar social”, um
Estado que intervém nas relações sociais para oferecer uma série de serviços,
como seguridade social, saúde, educação, entre outros, assumindo uma certa
responsabilidade pelo bem estar social de seus cidadãos. (MEDEIROS, 2017).
Destaca-se que as ideias dominantes são aceitas como opiniões próprias mas na
realidade não se sabe mais o que de fato é útil, necessário e bom para si e o
que a grande mídia diz é reproduzido como verdade. Andrea Faggion é doutora em
Filosofia pela Unicamp e professora de Filosofia da Universidade Estadual de
Londrina (UEL): É aqui que a tradição liberal surge como uma tradição filosófica
avessa a esse tipo de empreitada político-pedagógica arrogante, ou seja, avessa
a utopias, idealizações e grandes racionalizações. O papel da razão é mais
modesto dentro da tradição liberal. É apenas o papel humano de esclarecer e
corrigir o senso comum. Em questões práticas, a razão liberal não opõe ao senso
comum suas verdades metafísicas. Por isso, o liberal não se vê como o profeta ou
o messias que vai guiar o povo das trevas para a verdade. Na verdade, como ele
só pode procurar excluir de seus juízos de valor às contaminações pessoais e
metafísicas, sem saber se obteve sucesso nisso, ele nunca pode estar certo de
seu juízo. Sua epistemologia insiste na falibilidade do juízo humano, na
necessidade de confrontar seu juízo com o de outros seres humanos e em um
ceticismo salutar quanto aos poderes de nossa razão. (FAGGION, 2017). A análise
de Faggion em síntese sobre a tradição liberal: arrogância de senso comum
impraticável e imprecisa, um tipo epistemológico de falibilidade e ceticismo
humano sobre a vida e a realidade. Crítica Em oposição ao liberalismo tem-se o
pensamento crítico de Karl Marx. Abaixo um artigo da Assistente social graduado
pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Recife/PE - Brasil; mestre em
Serviço Social pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFPE; membro
do GET - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho, coordenado pela Profa. A
Dra. Ana Elizabete Mota. O Estado é uma esfera a favor das classes dominantes
desde seus primórdios, nas sociedades escravistas da Antiguidade. Surgiu para
proteger os interesses da classe dominante e controlar as revoltas dos escravos.
Inicialmente, havia apenas alguns traços essenciais do Estado moderno, como a
presença de um corpo policial-militar, de uma burocracia hierárquica, cobradores
de impostos, escribas e mensageiros, em suma, um corpo de funcionários públicos.
Posteriormente, novas configurações vão se aglutinando a esses traços
essenciais. Esses contornos do Estado pré-burguês desautorizam as idealizações
dos contratualistas, que viam o Estado como esfera positiva da sociabilidade. O
Estado burguês incorpora essas características. Do mesmo modo, características
inéditas ganham espaço - a incorporação de interesses organizados pela força de
trabalho, por exemplo. Assim, em Marx, o Estado não inaugura a sociedade civil.
Antes, se ergue a partir dela no interesse de determinada classe social. A
recuperação histórica do surgimento do Estado permite que Marx demonstre a
vinculação orgânica entre Estado e capital. A emancipação política garantida
pela Revolução de 1789 não assegura o próximo passo no avanço da emancipação da
humanidade. Para dar esse passo seria necessário extinguir o Estado como esfera
alienada das relações sociais, extinguir o capital como força centrífuga que
domina as relações humanas. (SOUZA, 2010). A sociedade só poderá se tornar
revolucionária se for permanente os avanços revolucionário e infelizmente o que
observamos são retrocessos na legislação brasileira no que tange aos direitos
trabalhistas. A impressão que se tem é que as elites financiadoras dos nossos
parlamentares, governantes e o judiciário estão fazendo os interesses das elites
financiadoras e neste sentido temos um Estado elitista. Considerações As elites
brancas racistas propagam suas ideologias dominantes de interesses do capital
nacional e internacional. Por outro lado, temos ideologias em que defendem os
Direitos Humanos e fundamentos de liberdade, igualdade e fraternidade. DEFINIÇÃO
DE ELITE. — Por teoria das Elites ou elitista — de onde também o nome de
elitismo — se entende a teoria segundo a qual, em toda a sociedade, existe,
sempre e apenas, uma minoria que, por várias formas, é detentora do poder, em
contraposição a uma maioria que dele está privada. Uma vez que, entre todas as
formas de poder (entre aquelas que, socialmente ou estrategicamente, são mais
importantes estão o poder econômico, o poder ideológico e o poder político), a
teoria das Elites nasceu e se desenvolveu por uma especial relação com o estudo
das Elites políticas, ela pode ser redefinida como a teoria segundo a qual, em
cada sociedade, o poder político pertence sempre a um restrito círculo de
pessoas: o poder de tomar e de impor decisões válidas para todos os membros do
grupo, mesmo que tenha de recorrer à força, em última instância. A formulação,
hoje tornada clássica, desta teoria foi dada por Gaetano Mosca nos Elementi di
scienza política (1896): "Entre as tendências e os fatos constantes que se acham
em todos os organismos políticos, um existe cuja evidência pode ser a todos
facilmente manifesta: em todas as sociedades, a começar por aquelas mais
mediocremente desenvolvidas e que são apenas chegadas aos primórdios da
civilização, até as mais cultas e fortes, existem duas classes de pessoas: a dos
governantes e a dos governados. A primeira, que é sempre a menos numerosa,
cumpre todas as funções públicas, monopoliza o poder e goza as vantagens que a
ela estão anexas; enquanto que a segunda, mais numerosa, é dirigida e regulada
pela primeira, de modo mais ou menos legal ou de modo mais ou menos arbitrário e
violento, fornecendo a ela, ao menos aparentemente, os meios materiais de
subsistência e os que são necessários à vitalidade do organismo político'' (I,
p. 78). A fortuna do termo Elite, porém, remonta a Pareto, que alguns anos
depois, por influência de Mosca, enunciou, na introdução aos Systèmes
socialistes (1902), a tese segundo a qual em toda a sociedade há uma classe
"superior" que detém geralmente o poder político e o poder econômico, à qual se
deu o nome de "aristocracia" ou Elite. (BOBBIO, 1998, p. 395). A teoria das
elites revela, conforme o tipo de sociedade, que se tem uma elite mesmo que
burocrática no termo de aristocratas e ou elites econômicas. De onde resulta o
desafio de se construir sociedades em que se valorizem os interesses da maioria
e não apenas da minoria que conceitualmente se refere a elite de alguma forma
prática e ou teórica. Bibliografias BOBBIO, Norberto. Dicionário de política
I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino. Brasília: Editora
Universidade de Brasília, 1998.
Acessado em junho de 2017. FAGGION, Andrea, O que significa ser um liberal?
Estado da Arte, 18 Abril 2017.
Acesso em junho de 2017. MEDEIROS, Alexsandro, Liberalismo, Consciência
Política, 2017 <
http://www.portalconscienciapolitica.com.br/economia-politica/liberalismo/ >
acessado em junho de 2017. SOUZA, Jamerson Murillo Anunciação de. Estado e
sociedade civil no pensamento de Marx State and civil society in Marx's
thinking, Serviço Social & Sociedade Print version ISSN 0101-6628 Serv. Soc.
Soc. no.101 São Paulo Jan./Mar. 2010.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-66282010000100003
Primeira publicação WAGNER, Osni Valfredo, Comentários sobre Política:
Politicagem não é política. Política é bem comum! Sabedoria politica 2017.<
https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/comentarios-sobre-politica-politicagem-nao-e-
politica-politica-e-bem-comum/ > Acessado em 2018.
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...
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