"Esse mito descreve, de certa forma, como o ser humano vive sua própria realidade e se engana (não intencionalmente). Nesse caso, o homem não consegue enxergar além do que está diante de seus próprios olhos. Portanto, a realidade em que vive ou acredita viver não é absolutamente real, apenas aquele que é capaz de se livrar de tudo que o impede de ver além, aquele que é capaz de ver não só o que está ao seu redor, mas o que cerca os outros, o que o mundo é, não apenas o seu mundo, essa pessoa vai perceber como é a realidade autêntica".
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...

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