Então o problema já não é mais o embargo econômico? Agora o problema é a liberdade? Depois vira a religião? O jogo retórico não é um debate, mas puro sofismo, da hipocresia de quem restringe comercialmente os cubanos deixando-os passar fome e culpam o próprio governo cubano????
A verdade da ideologia dominante é um jogo retórico para convercer da verdade da racionalidade do mercado hegemonica. A pergunta me parece o melhor caminho para gerar um debate e neste sentido: O que afeta mais a economia cubana, se é o embargo ou a própria gestão do governo?
Por que apoiarmos as sanções comerciais Estadunidenses aos cubanos? Ou fecharmos os olhos ao que acontece aos cubanos? Simplesmente iremos reproduzir as narrativa de um país imperialista que se coloca acima de outro país?
É um jogo tático atribuir um fato como embargo econômico como sendo ideológico? Dessa maneira fica um terreno livre para a defesa da liberdade. Mas, um país dominante com ideologia dominante hegemonica exerce uma práxis de impor restrições comerciais aos cubanos. É uma hipocresia defender liberdade, sendo que os EUA cria o problema, colocando o governo em uma situação econômica difícil.
Qual é a liberdade que é defendida na ideologia dominante?
Miguel Díaz-Canel, o embargo é o responsável pelos protestos recentes, pela situação econômica e pela falta de liberdade no país.
Em declarações à televisão na segunda-feira (12), após os protestos, o presidente Diaz-Canel disse que já havia sido explicado à população que todos iam “entrar num período difícil, de dificuldades e carências econômicas” a partir de 2019, quando começaram a ser aplicadas as “medidas restritivas” e uma “política de sanções” no governo de Donald Trump.
Embargo, bloqueio ou cerco?
“As sanções contra Cuba não são simplesmente uma restrição ao comércio. O governo dos Estados Unidos procurou gerar ‘fome e desespero’ na população para criar uma mudança de governo, conforme indica o memorando de Lester Mallory”, acrescentou, referindo-se ao documento para uso interno enviado em 6 de abril de 1960 pelo então Secretário de Estado Adjunto Lester Mallory a Roy Rubottom, Secretário de Estado Adjunto para Assuntos Interamericanos.
“O efeito em Cuba é que qualquer transação financeira custa muito mais do que o normal. Há bancos franceses, alemães, mexicanos e argentinos de todo o mundo que foram penalizados em bilhões de dólares por operações financeiras que não violam suas leis internas ou internacionais”, considerou.
Sobre os recentes protestos em Cuba, Lopez Levy disse que a pandemia e o golpe econômico que causou em Cuba foram “a gota d’água”.
“O resto do copo estava cheio de água por dois fatores: os erros de política econômica do governo cubano e os efeitos das sanções”, destacou. “As sanções tornaram quase incontrolável um problema difícil como a pandemia”.
Fontes
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-e-o-embargo-dos-eua-a-cuba-e-como-ele-afetou-a-economia-da-ilha/
Imagem
https://esquerdaonline.com.br/2021/07/28/entenda-por-que-os-eua-querem-destruir-a-revolucao-cubana/
O governo vem implementando várias medidas no campo econômico para reverter a crise, descentralizando ainda mais decisões através do poder local, conferindo mais autonomia às empresas, reforçando o incentivo a pequena e a media empresas, flexibilizando as importações e incentivando a maior presença do capital estrangeiro para modernização tecnológica e produtiva. Foram estabelecidas políticas importantes e inevitáveis para sanar os problemas materiais imediatos, ainda que possam gerar contradições sociais mais sensíveis a serem equacionadas pelo socialismo cubano. Estas, antes de mais nada, precisam de mais tempo para terem seus desdobramentos e fazerem diferença no cotidiano cubano, haja vista ser este um país duramente afetado pelas restrições do bloqueio.
Fonte
https://revistaintertelas.com/2023/03/30/o-poder-popular-e-as-eleicoes-de-2023-em-cuba/
Concluo que se precisa acabar com sanções e embargos comerciais para deixar os cubanos resolverem seus problemas. Sobre erros, os próprios cubanos terão que resolverem internamente.
A livre determinação dos povos, ou seja os próprios cubanos terão que resolverem os seus problemas internos via sufrágios universais.
Francisco Paulo Parte do problema são os embargos econômicos e comerciais, fazendo com que tudo fique mais caro em Cuba. A liberdade é a solução dos problemas de Cuba passa pelo respeito à livre determinação dos cubanos. Caminho que Obama estava construindo no mais Cuba se abriu ao capitalismo. A pobreza, a fome é resultado dos embargos comerciais e da gestão do governo cubano.
A presente análise discore sobre as distinções conceituais entre realidade, verdade e ideologia a partir de uma abordagem filosófica e crítica, articulando contribuições da epistemologia científica, da tradição platônica, da sociologia do conhecimento e da pedagogia crítica de Paulo Freire. Parte-se da compreensão de que a verdade não se confunde com a realidade em si, mas constitui uma construção histórica e social mediada por linguagens, interesses e estruturas de poder. Analisa-se o estatuto da verdade na ciência, na religião e na ideologia, demonstrando como determinadas “verdades” operam como instrumentos de dominação ou libertação. Ao final, sustenta-se que a busca da verdade exige uma postura rigorosamente crítica, dialógica e emancipatória. Em Jesus, a verdade nasce da realidade concreta dos pobres e oprimidos e se opõe a toda forma de ideologia que encobre a injustiça. Sua verdade não serve ao poder, mas se realiza no amor que liberta e transforma a história. Palavras-cha...

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