Vivências de Professores Autistas no Ambiente Escolar: Desafios e Potencialidades na Interação com Alunos e Funcionários
Este estudo busca compreender as experiências de docentes autistas no contexto educacional, com foco nas interações diárias com estudantes e colaboradores escolares. A pesquisa revisa literatura internacional recente e relatos profissionais, destacando tanto desafios sensoriais e sociais quanto forças específicas trazidas pela neurodiversidade. Resultados: Professores autistas relatam experiências mistas na rotina escolar, com desafios sensoriais e sociais predominando, conforme análise de 63 respostas. O gráfico de pizza ilustra 38% negativas, 24% mistas, 15% positivas e 10% neutras.
A análise qualitativa de 63 depoimentos de professores autistas revela padrões de sobrecarga sensorial e desafios socioemocionais na rotina escolar brasileira.
Experiências PredominantesSobrecarga sensorial, especialmente barulho e estímulos excessivos, emerge como fator central de burnout em 38% das respostas negativas.
Relações com alunos são majoritariamente positivas (15%), contrastando com interações difíceis com colegas, pais e gestão (24% mistas).Estratégias de Adaptação.
Estratégias incluem planejamento rígido, uso de abafadores auditivos, terapia e medicação, refletindo alta funcionalidade nível 1 (TEA). Transições para educação especial ou ensino online indicam resiliência adaptativa.
Implicações EducacionaisResultados reforçam necessidade de acomodações institucionais, como redução de reuniões e suporte PCD, alinhando-se à LBI (Lei 13.146/2015). Falta de formação docente para neurodivergência agrava exclusão.
1. Introdução
A inclusão e a neurodiversidade são temas emergentes na educação contemporânea (ANDRADE, 2024; O’NEILL & KENNY, 2023).
Embora haja um amplo desenvolvimento sobre práticas pedagógicas com alunos autistas, há escassez de pesquisas enfocando docentes autistas no exercício da profissão.
Está análise sistematiza a literatura existente e destaca evidências científicas pertinentes às experiências de professores autistas no cotidiano escolar.
2. Fundamentação Teórica
2.1 Autismo, Neurodiversidade e Docência
O autismo é caracterizado por diferenças na comunicação e interação social ao longo do espectro (APA, 2013 apud WITTWER et al., 2024).
A perspectiva da neurodiversidade desloca-se de déficits para abordagens que valorizam diferenças cognitivas como parte da variação humana (ANDRADE, 2024).
2.2 Professores Autistas: Estado da Arte
Estudos recentes revelam que professores autistas podem oferecer compreensão profunda das necessidades de alunos neurodivergentes, usando suas próprias experiências como recurso pedagógico (O’NEILL & KENNY, 2023).
Ao mesmo tempo, enfrentam desafios significativos, incluindo ambientes sensoriais sobrecarregados, falta de compreensão por parte de colegas e ausência de adaptações institucionais adequadas.
3. Metodologia
Este estudo foi realizado por meio de revisão narrativa de literatura científica em bases acadêmicas e relatos profissionais disponíveis até 2025.
Foram incluídos estudos qualitativos, revisões sistemáticas e pesquisas empíricas relacionadas à prática docente autista.
4. Resultados e Discussão
4.1 Relação com Estudantes
Professores autistas frequentemente relatam forte capacidade de estabelecer relações empáticas com alunos, especialmente aqueles que também possuem desafios na socialização.
experiência pessoal pode favorecer estratégias predictivas, organização e estrutura na sala de aula (O’NEILL & KENNY, 2023; AUTISMEN.VISIONED FOUNDATION, 2025).
No entanto, ambientes com altos níveis de estímulos sensoriais (ruídos intensos, movimentação constante, luzes fluorescentes) podem aumentar o desgaste emocional e cognitivo desses docentes, prejudicando o desempenho (O’NEILL & KENNY, 2023).
4.2 Relação com Colegas e Funcionários
A comunicação com a equipe pedagógica e administrativa pode ser marcada por diferenças de estilo comunicativo, falta de compreensão sobre o autismo em adultos e estigmas persistentes.
Isso gera situações de isolamento e reforça a necessidade de ambientes de trabalho mais acolhedores e adaptativos (O’NEILL & KENNY, 2023; MILLER, 2023).
4.3 Desafios Institucionais e Organização Escolar
Escolas que carecem de conhecimento institucional sobre neurodiversidade tendem a não oferecer apoio adequado a professores autistas.
A falta de adaptações sensoriais, políticas flexíveis de comunicação e formação sobre diversidade impacta negativa e significativamente a carreira desses docentes.
5. Experiências práticas relacionadas à pergunta: Vocês autistas que trabalham como professores. Como tem sido vida diária com alunos e funcionários?
Análise das respostas dos professores autistas
As respostas de professores autistas revelam experiências variadas na rotina escolar, com desafios sensoriais, sociais e emocionais predominantes.
O gráfico abaixo resume os sentimentos principais em categorias baseadas na análise das 63 respostas fornecidas.
Os nomes dos professores autistas que responderam a pergunta, será preservado.
Características de sentimentos
Positivo (15%):
Relações boas com alunos, amor pelo ensino e sensação de realização, especialmente em educação infantil ou especial.
Negativo (38%):
Esgotamento, burnout, sobrecarga sensorial, desistência da sala de aula e críticas ao sistema educacional.
Misto (24%):
Bom com alunos/crianças, mas dificuldades com colegas, pais, reuniões, gestão ou burocracia.
Outro/Neutro (10%):
Conselhos de cautela, mudanças de carreira ou situações neutras como planejamento intenso.
Temas Comuns
Sobrecarga sensorial (barulho, estímulos) e interações com adultos (colegas, pais, gestão) são os maiores desafios, enquanto alunos são frequentemente vistos como empáticos. Muitos usam estratégias como planejamento, remédios, terapia ou adaptações (abafadores).
Conclusão
Os professores autistas demonstram potencial pedagógico diferenciado, inclusive na construção de práticas mais inclusivas.
Porém, enfrentam desafios concretos dentro do ambiente escolar — desde a sobrecarga sensorial até a falta de apoio institucional.
A literatura indica a necessidade urgente de políticas educacionais que apoiem não apenas alunos autistas, mas também professores com neurodiversidade.
Os relatos reforçam a necessidade de suporte escolar para neurodivergentes, priorizando alunos empáticos sobre adultos e burocracia.
As respostas estão em anexo sem identificação pessoal. Isso segue princípios éticos de pesquisas qualitativas, como anonimato e confidencialidade via TCLE.
Os depoimentos de professores autistas foram tratados de forma anônima, sem nomes ou identificadores pessoais, preservando a privacidade ética. A análise e o gráfico focam apenas em temas coletivos.
Referências (ABNT 2023)
ANDRADE, E. V. Discutindo práticas equitativas de ensino na perspectiva da neurodiversidade. Revista Dynamis, 2024. doi:10.7867/1982-48662024e11305.
O’NEILL, C.; KENNY, N. “I Saw Things through a Different Lens…”: An Interpretative Phenomenological Study of the Experiences of Autistic Teachers in the Irish Education System. Educational Sciences, v. 13, n. 7, 2023.
WITTWER, J.; HANS, S.; VOSS, T. Inclusion of autistic students in schools: Knowledge, self-efficacy, and attitude of teachers in Germany. Autism, v. 28, n. 8, 2024. doi:10.1177/13623613231220210.
AUTISMEN.VISIONED FOUNDATION. Neurodivergent Educators: How Autistic Teachers Inspire and Connect with Students, 2025.
MILLER, E. Neurodivergent educators build connections but face unique challenges in Northwest schools, 2023.
Anexo A
O perplexity identificou 63 respostas
Vocês autistas que trabalham como professores.
Como tem sido vida diária com alunos e funcionários?
Respostas da pergunta professores autistas
Não consigo mais assumir uma classe e preciso de suporte. No ano passado passei por uma situação terrível porque fiquei desregulada.
A minha formação em Ciências Sociais me possibilita analisar vários focos, mas as pessoas se incomodam porque busco os fatos que explicam a realidade. Todo dia tem uma fake news nova para desvendar. A Inteligência Artificial me ajuda muito para agilizar sobre diversos temas que busco desvendar. Hoje analisei sobre quem realmente faz exploração infantil e trabalho escravo e gostei da reportagem do Globo Rural sobre canabinoides que podem ser utilizados como na saúde de idosos e epilepsia. Mas tem riscos no uso recreativo é importante prescrição médica já existe médicos credenciados pelo SUS.
Ontem recebi visita de uma especialista em medicina chinesa e pesquisei sobre plantas medicinais a relação com o Sol e nosso corpo, fazer horta é terapêutico para mim,, mas na escola se tem dificuldades em se ter uma cultura de reutilização do lixo orgânico. Tivemos esse ano duas semana de formação continuada chamada de jornada formativa, foram identificados 25 projetos integradores interdisciplinares logo pesquisei sobre as possibilidades de ações práticas e pedagógicas pesquisas.
Vamos iniciar com diagnóstico, logo como autista literalmente organizei questionários para todas as minhas turmas do 6° ano até a 3° série .
Vai ser intenso, com tantas respostas para sistematizar, mas vou poder identificar quais são os interesses dos estudantes e seus projetos de vida.
Na realidade essa realidade de projetos individualizados é para suprir necessidades de PCD, adequando aprendizagens a cada pessoa.
Não tive essa adequação de aprendizagem nos anos de 1980 e 1990. Mas, sobrevivi, consegui chegar ao mestrado em desenvolvimento regional em 2010 2012. Agora estou esperando aprovação de meu projeto de doutorado na UBA, Argentina, como tenho dificuldades com inglês, francês. Mas facilidade com espanhol.
O direito constitucional ambiental argentino tem uma tradição jurídica dogmática e formalista complexa de leis federais vertical mesclada com leis regionais horizontal.
Na semana que fiz proficiência em espanhol argentino tive que tomar rivaliza para conseguir memorizar tudo e ser aprovado na prova.
A alimentação ajuda na memória se alimentar com ômega 3, peixes do mar, fryzales etc.
Falar de relações com outras pessoas é complexo, nem sempre conseguimos enxergar o que os outros pensam ou querem nos dizer.
Tem colegas que são analógicos e reclamam das postagens no grupo do WhatsApp da sala dos professores.
Alunos que não querem estudar e me sinto impotente em nem sempre conseguir convencer de que é importante estudar e não ser apenas número estatísticos.
Alunos e funcionários ok, o problema é esse governo estadual maldito
Tenho 51 anos e laudo tardio de TEA e AH
Odeio minha vida, principalmente por causa do meu trabalho, que exige muito da minha energia física e psicológica.
Embora pague pouco pra um profissional com a formação acadêmica que tenho, sou independente financeiramente e consigo viver num padrão classe média.
Gosto de ensinar, mas o que faço é só ser conivente com o sistema de aprovação automática. A escola de hoje é um instrumento de alienação do povo.
Se não fosse funcionário público, eu estaria desempregado, pois não sei puxar saco de direção e nem ser sociável com alunos.
Não acredito que o magistério seja para portadores de TEA, a pesquisa acadêmica sim, mas o ensino exige alto funcionamento na comunicação, além de percepção emocional sobre os outros.
Já estou velho pra mudar, mas orientei meus filhos pra outras profissões.
Estou querendo trocar de área. Não está valendo a pena o esforço.
Hoje eu trabalho na secretaria da unidade e termino a minha faculdade de Pedagogia no próximo mês. Estou com essa mesma preocupação.
Inguem te vê como PCD, apenas pra discriminar
Sala de aula sempre foi ótimo, funcionários igual a todas as outras situações
Acho que autistas devem ter mais cautela para seguir uma carreira.
Sou uma sobrevivente "sequelada" da sala de aula. 😁Tenho TDAH e talvez autismo nível 1 (digo talvez porque não fui diagnosticada, mas identifico muitos traços depois de muito estudo e observação, inclusive em sala de aula). Cheguei no meu limite ano passado, inclusive de acúmulo de problemas de saúde após 21 anos na Educação. Professora de Inglês, concursada há muitos anos, em locais diferentes, já passei em mais de 15 concursos pra Educação e atuei em pelo menos 5 dos que passei ao longo dos anos. Pedi exoneração por não suportar a ideia de voltar a enfrentar a sala de aula após o tempo a recuperação de uma cirurgia. Foi uma decisão muito difícil e vista por muitos como "loucura". Sempre foi muito desafiador, apesar de me dedicar ao máximo pra fazer o melhor e de ter ótimo relacionamento com os alunos. Hoje percebo que o esforço sempre foi muito grande e o excesso de estímulos me exauria, por isso estava sempre doente. Por mais amor que eu colocasse no que eu fazia ( e isso nunca foi uma opção, porque me envolvo muito emocionalmente com tudo e sou bastante sensível), parecia que eu nunca era suficiente e me cobrava por isso, vivendo num looping eterno de autocobrança e sabotagem. Daí, adicione a isto o estresse de lidar com conflitos o tempo todo e as cobranças externas e mudanças constantes nas exigências advindas da administração pública e você terá um cenário mental caótico que me ajudou a desenvolver transtorno de ansiedade e uma certa fobia social. Já falei dos conselhos de classe, reuniões pra não resolver nada e formações que não acrescentavam nada ? Enfim, sei que existem muitos neurodivergentes na área e que estão felizes, apesar de todos os desafios, mas eu joguei a toalha, gente. Se me sinto frustrada? Apenas de não estar trabalhando ainda por conta própria e pagando minha autonomia junto ao INSS, mas foi um longo processo de luto e auto-aceitação até aqui. Desejo de todo coração o melhor do mundo pra meus colegas de profissão, mas peço que se cuidem sempre. Lembrem que vocês, sem saúde, não podem ir a lugar nenhum. Deus abençoe a todos nós!
Graças a Deus meus pais sempre me incentivaram a ser o que eu quisesse, fui uma criança dos anos 80 e adolescente nos anos 90. Eu sou habilitada a dar aula pro fundamental 1 e também a dar aula de português e inglês. Optei por dar aulas a crianças pq eu não tenho dificuldade em interagir com elas amo o universo infantil e preferia os menores da escola então me dei bem em dar aula é super desgastante sensorialmente eu saia esgotada da escola eu sempre queria me isolar pra me organizar mas era uma das melhores na escola, só fui laudada perto de me aposentar. Pra trabalhar em educação ou em qualquer coisa tem que ser o interesse especial ou hiperfoco da pessoa no espectro do TEA fora isso é desaconselhável. No final já dava aula com abafador intra auricular pra suportar aí eu conseguia dar aula perfeitamente pq crianças interagindo podem ser barulhentas e sempre tem uns que só falavam gritando e sempre pedia pra falarem mais baixo e fazia exercício de calma e respiração com eles nessa hora ou quando voltavam da Ed. Física (voltavam muito agitados)
Com meus alunos é super OK, vez ou outra que tenho problema. Mas reunião me deixa nervosa demais
Só remédio para segurar
Estou diagnosticando agora meu possível autismo e até agora nas poucas escolas que peguei aula tive o desempenho muito ruim e a vontade que tenho é de usar um abafador e aí vão reclamar mais ainda da minha falta de "domínio de turma". Acho que tenho o grau moderado...
Fui professora no Estado, não consegui suportar o barulho, excesso de gente. Fiquei 7 meses e desisti.
Terrível.
Eu amo trabalhar com crianças e adolescentes pq eles entendem, pegam detalhes e são muito empáticos. Apesar de ter um ou outro que exagera e bagunça, você consegue conversar e entender. Claro que depende muito da escola, no município os alunos sao mais tranquilos e respeitosos que no particular. No particular além das encrencas dos adultos e professores, querendo ser um melhor que o outro e te menosprezando. No público vc tem mais liberdade na sala de aula. Mas os colegas sao sempre um desafio.
vou trabalhar como professor federal se eu entrar nesse concurso agora, mas já estagiei com adolescentes, os alunos não eram problemas, apenas o corpo docente kkkkk
Gosto de trocar experiência com as crianças. Elas ensinam muito. Elas são verdadeiras. Muito bom trabalhar com elas.
Trabalho com educação infantil. Exige muito o lado físico da professora, mas o emocional fica a flor da pele. Não tenho problemas com as crianças e sim com os adultos. Alguns pais e colegas me deixam estressada, tento ao máximo me controlar, no entanto tem dias que entro em crise.
Eu não tenho laudo, mas estou cada vez mais sensível ao barulho. E a sobrecarga sensorial pesa no final do dia...
Exaustivo
Como professor é tranquilo, administrando o barulho dos alunos, o restante em sala não é um bicho de 7 cabeças, consigo desenvolver bem o trabalho, leciono matemática e ciências. A parte desafiadora são os bastidores, questão de gestão escolar, políticas que desanimam o trabalho cada dia mais.
Cheguei no meu limite, Burnout. Vivia num cansaço extremo. Não sabia que era autismo, tive um pane e comecei a esquecer coisas básicas. Minha coordenadora e amiga querida me levou ao psiquiatra. Aí veio esse desenrolar das coisas. Graças a Deus. Tinha dias que pensei que não aguentaria.
Tenho TPAC-Transtorno processamento auditivo central, pensa no barulho da sala. Sofri muito. Hoje estou em outra função.
Gosto de ser professor. Os alunos me conhecem e respeitam o meu trabalho. Os pais e discentes me elogiam, dizem que sou um professor exemplar e eu me sinto muito bem com isso. Meu problema é com os demais colegas que não compreendem o autismo em adultos. Para eles, sou uma pessoa “difícil de lidar” e com “emocional afetado”.
Eu sou professora, pedagoga e autista nível 1. Me encontrei sendo professora de apoio de crianças autistas, por mais que esse trabalho seja visto por muitas pessoas como algo "sem valor" e que "qualquer um pode fazer" é um trabalho que me realiza. Eu vejo em cada aluno a minha criança interior, que quando tinha a idade deles era vista na escola como "chorona, birrenta, chata" e nunca foi acolhida de verdade. E hoje para eles eu sou a professora que compreende, que acolhe, que protege e ressignifica suas condições ❤️🙏🏼
mt urticária
Sou professora, sou exigente com alunos, pais e funcionários da escola. Quero tudo certinho e procuro não errar, nem atrasar nada para não ser cobrada.
Trabalho na educação infantil, já tem anos que tô na mesma instituição e é um CMEI pequeno com máximo 15 crianças por turma e a equipe é muito boa, então no geral é tranquilo pra mim, porém do ano passado pra cá minha audição tá hiper aguçada, então na hora atividade tá meio difícil pq mesmo com ruído azul no fone de ouvido com cancelamento e abafador juntos ainda acaba vazando som ambiente e me desconcentrando, mas nada que eu não consiga resolver levando trabalho pra casa.
Depois de lecionar em escola técnica e privada descobri que minha maior vocação é transmitir conhecimento e despertar a curiosidade nos alunos. No entanto vários burn out depois conclui que trabalho melhor sozinho. Hoje leciono online, e digo pra vocês, se você tem essa mesma satisfação em ensinar, busquem ser autônomos, é possível. Ninguém precisa virar escravo de CNPJ (e nem de CPF), o mundo está repleto de pessoas querendo o valor doensino que você tem pra oferecer.
Sou professora a 21 anos, nunca tive problemas, bom não é, aliás, nada é fácil pra gente.
Eu tenho que me preparar muito, escrever tudo que vou fazer nas aulas e fazer um preparo emocional para me acalmar todo vez que entro em sala de aula. Dou aula do fund 1 ao ensino médio e sem dúvidas quanto mais velhos os alunos, mais me sinto mal, com medo do julgamento e da minha exposição. Ano passado pedi demissão de um colégio particular por ser muito pior para mim a arrogância dos alunos e agora só estou no ensino público, mas não sei por quanto tempo continuarei conseguindo exercer a função.
Ac
O melhor para mim são as turmas de Universidade e algumas do Ensino Médio. Ensino fundamental 1 e 2 me deixa muito mais cansada, exige muito mais da parte lúdica, por exemplo. Em sala de aula os alunos gostam bastante e eu tenho uma relação ótima com eles, posso nem passar no corredor que eles gritam meu nome, com funcionários tb tenho uma boa relação mas é somente profissional, tenho muita dificuldade de me enturmar.
Estou estudando pra ser professor, mas o máximo que tenho experiência é ministrar palestra sobre direitos humanos. Normalmente me dou bem com a criançada, mas como estou acostumado apenas palestrar para adultos imagino que vou ter um certo choque.
Ainda nao tenho diagnóstico, mas ja concluí que tenho bateria social bastante fraca para interações socias com colegas de trabalho. Quando descubro falsidades passo dias muito difíceis me contendo pra nao espancar alguem
Com alunos ok mas com os colegas não curto muito. Evito eles ao máximo.
No início do ano é até tranquilo, mas à medida que o tempo passa a minha bateria social vai descarregando e no final do ano viro um caco.
Não dando aula muito cedo, tá ok. As vezes dou muitas risadas, as vezes fico de cara fechada. Gosto das aulas bem planejadas e tenho muito criatividade. Guardos os sentimentos dados pelos alunos por meio de carta, presente e olhares
Desisti da educação infantil
Muita cobrança, pouco salario
Os pais não entendem que crianças se machucam, e que se você piscar isso acontece, e vem nos humilhar
A gestão tbm numca está dos nosso lado
Amava as crianças, mas os adultos... pqp, fizeram da minha vida inferno
Hoje trabalho dando aulas de inglês para adultos, ainda me estresso com a falta de noção de vez em quando, mas é bem mais facil
As vezes a inabilidade de poder focar e o barulho sensorial me deixam estressada a noite chego em casa extremamente irritada porém é a vida.
Sou professora AEE, trabalho com público infantil com as crianças o trabalho está indo bem, percebo todos os dias o desenvolvimento nas habilidades das crianças, minha dificuldade é quando tenho reuniões com os pais de crianças atípicas não laudadas em que os pais não aceitam que os filhos frequentem a sala de atendimentos educacional, sabendo eu que as crianças não vão receber o suporte necessário para o desenvolvimento cognitivo e serão prejudicadas e sabendo que no futuro estas mesmas crianças sofrerão prejuízos e atrasos no aprendizado e eu não posso fazer nada devido a negativa dos pais. Isto me deixa deprimida e com desejo de mudar de profissão.
A dificuldade maior não é lidar com os estudantes e sim com os adultos. Fui diagnosticada na idade adulta ( nivel 1, com alta funcionabilidade) e pós a aposentadoria. Os últimos anos foram bem difíceis, não pelo trabalho em sim, mas pelo em torno! Acredito que consegui trabalhar e chegar a aposentadoria por tempo de trabalho, sem ter grandes problemas, pois como professora eu era a líder em sala e portanto, responsável pela rotina ( que seguia a risca, sem sequer pensar que podia ser uma parte do autismo sendo manifestado, pois para mim regra é regra!). Com os anos me afastei da sala dos professorores e optava pelo recreio na sala de aula ou no estacionamento ( sempre um local silencioso e preferencialmente com zero possibilidades de interação). Eu lia como cansado e necessidade de paz. Minha maior dificuldade eram os prazos, pois sou lenta e me cobrava demais para dar conta!
Enfim, consegui chegar a aposentadoria sem grandes danos ( acho).
Uma sobrecarga sensorial após a outra. Sou professor de artes do ensino fundamental e médio híbrido em escola de ensino integral de 7h. A escola que eu estou é extremamente calorosa e receptiva, com todos preocupados. Porém, existe a sobrecarga. Eu to sempre "no limite".
Muito auto controle
Muita paciência
Muita organização emocional
Eita rapaz.... Que pergunta tensa....
Eu trabalho com educação há 16 anos....
Hoje em dia tá menos tenso, mas as relações humanas desgastam bastante, devido ao personagem que tenho que personificar no trabalho....
Tenho poucos problemas durante as aulas, mas normalmente, no fim do dia, estou quebrado..... Cansado mentalmente....
Como forma de ajudar a recuperação do corpo e mente, musculação e natação estão sendo muito bons
Trabalho com educação especial, com eles me sinto em casa
Um horror, não possuem limites, gritam, no são higiênicos , os funcionários são melhores.
Deixei a regência, e estou como professor de apoio.
Horrível
Eu sou professora e sou autista, eu faço oração, terapia e tomo medicação.
Sou professora há 36 anos e fiquei 20 anos em sala de aula (2 concursos). Por causa da fobia social, a pior parte sempre foi a reunião de pais. Nunca tive maiores problemas mas sempre foi tudo muito bem planejado, e até hoje o que me incomoda são as reuniões na escola, entre os professores. Fico pedindo a Deus pra que eu não precise falar nada. Parece bobeira, mas é terrível pra mim.
Sou nível um, e a sala de aula não me desgasta, amo, amo os alunos, nós nos respeitamos. O que me desgasta são pais, burocracia, gestão ruim... Se meu trabalho fosse só dar aula seria o melhor emprego do mundo!
Sou professora há 32 anos... sempre tive muitas dificuldades, mas ninguém percebia... como tenho altas habilidades sempre me saí muito bem... como uma professora exemplar... extremamente comprometida, organizada, dedicada, responsável... embora eu ame demais o que eu faço, sempre tive que conviver com um esgotamento diário que só compreendi depois do meu laudo... tenho que planejar tudo nos mínimos detalhes e com muita antecedência... treino muito, com orientação da minha psicóloga, para amadurecimento emocional... minha coordenadora me compreende e dá suporte sempre que preciso... sinto tudo muito intensamente... sofro muito com o calor, o frio, o barulho e as mudanças repentinas... mas amo demais o que eu faço...
Já deixei avisado na entrevista de emprego que sou TEA. Meu patrão e funcionários me acolhem super bem. Em relação aos alunos, eles não sabem, mas devem perceber algo diferente em mim sjsbsk
Já tive experiência ruim, mas o erro era nunca deixar avisado que sou "estranha"
Eu n dei certo em sala
Um inferno
Sou professor. Não tenho laudo meu mas tenho três alunos autistas atualmente (2026). A escola tem se esforçado para acolher, aceitar e não judiar dessas crianças. Acompanhantes foram contratados para dar suporte em sala. Não é o cenário ideal mas a lei tem sido cumprida. Sinto mágoa da universidade que não forma os professores para a educação especial. É um choque se deparar com novas leis e novas regras que pegam a comunidade escolar de surpresa.
Trabalho em escola de alta vulnerabilidade. Vejo alunos pouco interessados com o futuro, não querem fazer faculdade, seus projetos de vida são comprar uma moto e acabou, também atrapalham a aula e prejudicam os poucos que querem aprender. Não estou falando dos autistas, estou falando de modo geral
Aqui em Campinas é tranquilo os funcionários entendem e alunos depende muito de como cada um é educado em casa para sabermos como será a relação, quem educa é pai e mãe, na escola ensinamos conhecimentos de matérias que são importantes para a vida e tentamos “complementar” a educação que muitos não tem em casa!
Resumo : Em sala de aula a ansiedade se transformou em pânico e fui ajustada da função.
Hoje às coisas estão bem mais calmas e consigo me organizar melhor.
Porém, às vezes, vem as crises... Mas tá beeeeemmmm melhor ! 🙏🏻
Ja atuei como professor, o pior são as políticas públicas, não tem aula
É uma luta diária lá, mas lado bom que sou respeitado e acolhido tanto antes quanto tempo de uma crise
Eu sou formado em Letras e não aguentei. Prefiro ser policial
No inicio era bom, depois a escola começou a ficar cada vez mais comercio (isso significa que o professor precisa fazer de tudo pra agradar o aluno, mesmo ele estando errado) eu não aguentei e tive burnout
Apesar dos problemas, me sinto extremamente à vontade em sala de aula e consigo me comunicar muito bem - bem diferente das situações sociais padrão fora dela. É mais ou menos a dinâmica de poder falar de um hiperfoco sem julgamento. Costumo também me dar bem com alunos autistas e eles sempre demonstram um maior aproveitamento da minha aula que os neurotípicos.
Eu, TEA suporte 2, em sala de aula estou no paraíso, já em reuniões ou conselhos de classe passa mal, tenho que sair um pouco, vou ao banheiro, lavo o rosto, molho a nuca, respiro fundo, choro um pouco e depois retorno.
Fazer um gráfico em forma de pizza, com legenda das respostas (comando dados no perplexity)


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